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O primeiro implante cerebral da Neuralink desenvolveu um problema — mas foi encontrada uma solução alternativa

CNN , Jordan Valinsky
25 mai, 09:00
Implante cerebral Neuralink Elon Musk app (Gabby Jones/Bloomberg/Getty Images)

O primeiro sujeito de teste da Neuralink, a startup de implantes de chips cerebrais de Elon Musk, desenvolveu um problema poucas semanas depois de o implante ter sido inserido.

Numa publicação no seu blogue, a empresa revelou que alguns dos fios de ligação do chip se retraíram do cérebro de Noland Arbaugh, o que prejudicou a velocidade e a eficácia dos dados do implante. A empresa forneceu poucos detalhes sobre o incidente – incluindo exatamente quantos fios se soltaram. Mas a empresa disse que foi capaz de tornar o implante mais sensível para aumentar ainda mais o seu desempenho.

Arbaugh, o primeiro doente humano da Neuralink, é tetraplégico desde 2016, na sequência de um acidente de mergulho. Em janeiro foi-lhe implantado um chip no âmbito de um ensaio denominado Estudo PRIME, abreviatura de Precise Robotically Implanted Brain-Computer Interface (Interface Cérebro-Computador Implantado de Forma Robótica e Precisa).

O intuito é estudar a segurança dos seus implantes e robôs cirúrgicos e testar a funcionalidade do seu dispositivo, afirmou a empresa numa publicação no blogue em 2023 sobre o recrutamento de participantes para o estudo.

Os doentes do ensaio recebem chips que são cirurgicamente implantados numa parte do cérebro que controla a intenção de movimento. Posteriormente, o chip, instalado por um robô, grava e envia sinais do cérebro para uma aplicação, sendo o objetivo inicial o de “garantir às pessoas a capacidade de controlar o cursor ou o teclado de um computador usando apenas os seus pensamentos”, explicou anteriormente a Neuralink.

Cerca de um mês depois da operação, Musk disse que Arbaugh conseguia controlar um rato de computador com o seu cérebro depois de lhe ter sido implantado o chip.

Em última análise, a ambição da Neuralink é utilizar os implantes para ligar cérebros humanos a computadores para ajudar, por exemplo, pessoas paralisadas a controlar smartphones e computadores ou pessoas cegas a recuperar a visão. Como outros interfaces cérebro-máquina já existentes, o implante da empresa recolhe sinais elétricos enviados pelo cérebro e interpreta-os como ações.

Musk disse anteriormente que o primeiro produto da empresa iria chamar-se Telepathy, acrescentando que os utilizadores iniciais seriam pessoas que tinham perdido o uso dos seus membros.

“Imaginem se Stephen Hawking pudesse comunicar mais depressa do que um datilógrafo ou um leiloeiro. É esse o objetivo”, escreveu Musk.

Os consumidores não terão acesso generalizado a esta tecnologia tão cedo. Antes de os implantes cerebrais da Neuralink chegarem ao mercado em geral, é preciso que obtenham aprovação regulamentar mais alargada.

A Neuralink já recebeu autorização da Food and Drug Administration para ensaios e informou a agência desta nova questão, de acordo com o Wall Street Journal, que foi o primeiro a dar a notícia.

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