Portugal tem quase 300 casos de Monkeypox

MM
20 jun, 12:29
Monkeypox (GettyImages)

Nas últimas 24 horas, há a registar mais 21 casos

A Direção-Geral da Saúde (DGS) confirma mais 21 casos de infeção humana por vírus Monkeypox em Portugal. Há, até ao momento, um total de 297 casos.

A maioria das infeções foram notificadas em Lisboa e Vale do Tejo, mas também há registo de casos nas regiões Norte e Algarve. Todos as infeções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos. A maioria dos doentes tem menos de 40 anos. 

De acordo com a DGS, os casos de infeção foram confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e “mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”, avançou a DGS, que está a analisar a informação recolhida através dos inquéritos epidemiológicos para contribuir para a avaliação do surto a nível nacional e internacional. 

De acordo com as autoridades de saúde, a manifestação clínica da Monkeypox é geralmente ligeira, com a maioria das pessoas infetadas a recuperar da doença em poucas semanas.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, nódulos linfáticos inchados, calafrios, exaustão, evoluindo para erupção cutânea.

O período de incubação é tipicamente de seis a 16 dias, mas pode chegar aos 21 e, quando a crosta das erupções cutâneas cai, a pessoa infetada deixa de ser infecciosa.

Portugal vai receber 2.700 doses das vacinas contra o vírus 'Monkeypox' adquiridas pela Comissão Europeia, confirmou recentemente a DGS, que está a elaborar uma norma técnica que definirá a forma como serão utilizadas.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) quer que empresas, organizações de eventos ou grupos informais sensibilizem os participantes sobre a infeção pelo vírus 'Monkeypox', recomendando cuidados específicos a ter, inclusive durante e após contactos sexuais.

A forma de apresentação e disseminação da infeção sugere que a transmissão esteja a acontecer por contacto próximo, incluindo relações sexuais, refere a DGS, adiantando que os casos notificados no atual surto foram na sua maioria detetados em homens que têm sexo com homens, embora a transmissão também tenha sido documentada noutras pessoas.

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