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IGAS diz que não encontrou "cunha" na cirurgia de Hugo Soares

14 abr, 08:00
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Segundo peritagem médica, a cirurgia robótica ao cólon ocorreu "sem irregularidades" Mas o caso continua a ser investigado no Ministério Público que também abriu inquérito para ver se houve favorecimento no tratamento ao líder parlamentar do PSD

A Inspeção-geral das Atividades em Saúde (IGAS) esteve a investigar o eventual favorecimento no acesso a uma cirurgia por parte do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, mas conclui que não há provas de que tenha existido qualquer "cunha", apurou a CNN Portugal.

A investigação foi feita no âmbito de um processo que envolve o médico Eurico Castro Alves, amigo próximo de Luís Montenegro, que dirige o departamento de Cirurgia do Hospital de Santo António, no Porto, onde decorreu a operação do deputado social-democrata.

Num relatório preliminar, os inspetores da IGAS explicam que “não se conclui existir irregularidades” no caso que envolve Hugo Soares, considerando que nem o facto de ter tido acesso a uma cirurgia fora da zona de residência indicia qualquer problema.

No documento é referido que foi pedida uma peritagem médica para verificar se o problema detetado e procedimento cirúrgico feito a Hugo Soares tinha a qualificação de “prioritário”, como sucedeu, permitindo o recurso rápido à intervenção. Segundo a investigação, o problema de saúde justificou todo o procedimento feito. 

Hugo Soares fez uma cirurgia robótica ao cólon a 29 de agosto de 2024 tendo estado internado cinco dias. A operação foi feita, segundo confirma a IGAS, depois de o utente ter ido uns dias antes, a 13 de julho, à urgência do Hospital de Santo António, onde pela triagem ficou com uma pulseira amarela (urgente), tendo sido encaminhado para a cirurgia geral por causa de uma doença inflamatória que implicava uma cirurgia prioritária.

Depois de feita a inscrição na plataforma nacional para a lista de espera, o deputado fez a cirurgia ao fim de um mês e oito dias – sendo o tempo máximo de resposta para estes casos os dois meses. Aliás, na altura em que o processo foi aberto o próprio Conselho de Administração do hospital tinha garantido que para a operação em causa apenas havia um doente em lista que foi operado pelo mesmo cirurgião especialista em robótica antes de Hugo Soares.

A IGAS vem agora garantir, num relatório preliminar, que não encontrou qualquer sinal de favorecimento no acesso à lista, concluindo que havia “justificação clínica” para a cirurgia a que o líder parlamentar foi submetido.

No entanto, o caso continua a ser investigado no Ministério Público. À CNN Portugal, fonte oficial da PGR adiantou que o inquérito está a ser feito no DIAP Regional do Porto e encontra-se em investigação. 

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