“Sem saber a quem e sem querer saber a quem”: o nefrologista Domingos Machado doou um rim, a maneira como o fez é pioneira

CNN Portugal , DCT
1 ago, 15:42

Caso implicou mudanças na lei portuguesa da transplantação. Aconteceu tudo no Hospital de Santo António, no Porto

Passou mais de 40 anos a dedicar-se aos rins dos outros e, já na reforma, decidiu doar um dos seus a um desconhecido. Domingos Machado, 70 anos, é protagonista da primeira doação de um órgão à comunidade feita em Portugal, um procedimento que ocorreu no mês passado e permitiu a realização de três transplantes em três pessoas através do método do transplante renal cruzado, conta o Jornal de Notícias.

Apologista da possibilidade de se poder fazer “uma doação muito livre” tal como se doa sangue, “sem saber a quem e sem querer saber a quem”, o nefrologista reformado decidiu dar um passo naquela que é a primeira doação à comunidade (não dirigida) em Portugal. A lei da transplantação permite apenas a doação por familiares e amigos (doação dirigida) ou a doação de um órgão de alguém que faleceu e, por isso, a doação altruísta do antigo médico levou a mudanças na regulamentação da transplantação.

Durante o processo, que durou um ano para se avaliar compatibilidades, “foram discutidas novas normas com os grupos de trabalho do Programa de Transplantação do Dador vivo, que, depois, foram feitas ou alteradas pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação”, explica ao "Jornal de Notícias" La Salete Martins, responsável pela Unidade de Transplantação Renal do Hospital de Santo António, onde aconteceu a doação de Domingos Machado, um procedimento coordenado pela médica Manuela Almeida.

 

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