Médica que detetou a variante Ómicron revela que "a maioria" dos pacientes são jovens

30 nov 2021, 07:10
Angelique Coetzee
Angelique Coetzee

Angelique Coetzee diz que "ainda é cedo" para se perceber a gravidade desta nova variante, mas confirma que esta estirpe "está a propagar-se rapidamente" em todo o mundo

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Angelique Coetzee, a médica sul-africana que detetou pela primeira vez a nova variante do vírus SARS-CoV-2, denominada Ómicron, adiantou esta segunda-feira que "a maioria" dos pacientes que tem vindo a observar com esta nova variante são "jovens, com menos de 14 anos".

"Até ao momento, a maioria dos pacientes que tenho observado são pessoas jovens, com menos de 14 anos. Hoje [segunda-feira] observei cinco positivos [com a nova variante], entre os quais três são crianças com idade igual ou inferior a 13 anos", adiantou a médica sul-africana, em entrevista à estação televisiva India Today.

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Os pacientes identificados com a nova variante apresentam, para já, sintomas ligeiros, como fadiga, uma situação clínica que Coetzee admite vir a ser alterada com o tempo.

"Assim que este vírus atingir pacientes não vacinados, com comorbilidades e doenças crónicas, é nesse momento que vamos saber o que realmente está a acontecer", explicou a especialista, que dirige a Associação Médica da África do Sul.

Para Coetzee, "ainda é demasiado cedo para perceber a gravidade" associada a esta nova variante, que já demonstrou ser bastante transmissível, notou, uma vez que "está a propagar-se rapidamente" em todo o mundo. 

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Pacientes não apresentam perda de olfacto e paladar, nem congestão nasal

A médica explicou que há alguns sintomas associados à covid-19 que não têm sido verificados nos pacientes que testaram positivo à nova variante, nomeadamente a perda de olfacto e de paladar, e a congestão nasal, sintomas que eram "muito evidentes" em pacientes com a variante Delta, por exemplo, acrescentou.

Uma vez que os sintomas apresentados até agora pelos pacientes identificados com esta nova variante são ligeiros, a médica deixou um apelo a todas as pessoas que apresentem o mínimo sintoma para serem testados. 

A nova variante do SARS-CoV-2, Omicron, foi identificada na África do Sul e no Botswana e já chegou à Europa, tendo sido detetada na Bélgica. A Alemanha e a República Checa anunciaram, este sábado, dois casos suspeitos desta nova variante em indivíduos que regressaram aos respetivos países em voos provenientes da África do Sul.

Os especialistas manifestam preocupação com as 32 mutações da Omicron, que alegadamente a tornam mais transmissível, sendo mesmo descrita como “a pior [variante] identificada até agora”.

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