Equipas agarradas ao ponto e com medo de o perder
O Rio Ave voltou a tropeçar no campeonato, somando o sétimo empate em apenas 12 jornadas. Frente ao Santa Clara, a formação vilacondense entrou determinada, criou perigo, desperdiçou uma grande penalidade e acabou mesmo por inaugurar o marcador por Clayton. Mas, como em outras tantas ocasiões esta época, deixou-se empatar.
A equipa açoriana respondeu com personalidade e restabeleceu a igualdade ainda antes do intervalo. No segundo tempo, o jogo perdeu ousadia: ambas as equipas preferiram proteger o ponto a arriscar os três. No final, mantém-se a distância mínima (um ponto) entre elas na tabela — vantagem curta, mas ainda do lado dos vilacondenses. Depois de uma boa primeira parte, os dois emblemas agarraram-se ao ponto e mais não dali saíram.
A primeira parte foi vibrante e com muitos motivos de interesse. Silaidopoulos fez apenas uma alteração no onze em relação ao empate em Alverca. O treinador grego mexeu no eixo da defesa, trocando Brabec por Panzo. Vasco Matos afinou pelo mesmo diapasão e mudou apenas uma peça no onze depois da derrota caseira com o Sporting. Vinícius cedeu o lugar no ataque a Brenner.
O jogo ganhou vida à passagem do quarto de hora, altura em que Clayton sofreu falta na área e o árbitro assinalou de pronto grande penalidade. Conduto, na conversão, Gabriel Batista, com uma excelente defesa, impediu o golo do avançado brasileiro. Ainda assim, Clayton era o único rioavista a conseguir criar perigo e, depois de voltar a falhar um golo cantado, acabou por dar vantagem ao Rio Ave.
Após cruzamento da direita, o avançado apareceu ao segundo poste a cabecear para golo. Os locais ganhavam vantagem com justiça, até porque eram a melhor equipa em campo. Contudo, a face do jogo mudo perto do descanso, altura em que Nelson Abbey deu mão na área. Alertado pelo VAR, Márcio Torres assinalou o castigo máximo que Serginho converteu no empate.
As equipas regressaram dos balneários mais cautelosas e o equilíbrio foi a nota dominante. Por isso, jogava-se muito longe das balizas e as ocasiões de golo foram nulas na primeira. Os treinadores não gostavam do que viam e começaram a refrescar as equipas. Animavam-se as bancadas
Ainda assim, pouco ou nada mudou e o tempo foi correndo até ao apito final sem que os guarda-redes fossem incomodados. Depois de uma boa primeira parte, os dois emblemas agarraram-se ao ponto e mais não dali saíram.
FIGURA: Serginho (Santa Clara)
Excelente jogo do médio do Santa Clara. Serginho jogou e fez jogar, estando sempre muito ativo quer a atacar, quer a defender. A exibição acabou por ser coroada com um golo. Da marca da grande penalidade, o número 35, apesar de ter escorregado na hora do remate, não perdoou.
MOMENTO DO JOGO: Penálti falhado
O Rio Ave podia ter chegado à vantagem ao quarto de hora, mas desperdiçou uma soberana oportunidade. Após sofrer falta na área, Clayton dispôs de um penálti para dar vantagem aos vilacondenses. Porém, Gabriel Batista, com uma excelente estirada, defendeu para o poste.
POSITIVO: Reação de Clayton
Falhou um penálti. Falhou um golo à boca da baliza. Contudo, Clayton não se deixou afetar e acabou por se redimir ainda no primeiro tempo. O avançado brasileiro apareceu ao segundo poste a cabecear para golo e fazendo esquecer o que de mal lhe tinha corrido até então. Não se deixou ir abaixo psicologicamente e reagiu bem.