REVISTA DE IMPRENSA | Apesar da redução nos prémios distribuídos, a Santa Casa registou um lucro histórico
A ausência de grandes prémios do Euromilhões em Portugal está a ter impacto direto nas receitas do Estado, noticia o Jornal de Notícias. Em 2025, a quebra de totalistas traduziu-se numa perda superior a 52 milhões de euros em imposto sobre prémios.
Há quase dois anos que não sai um primeiro prémio do Euromilhões em território nacional, o que levou a uma queda de 68% na receita fiscal associada a prémios acima de cinco mil euros: passou de 76 milhões em 2024 para apenas 24 milhões em 2025.
No total, o Estado arrecadou 861 milhões de euros com jogos sociais, menos 23 milhões do que no ano anterior. Ainda assim, a descida foi atenuada pelo aumento do número de apostas, que manteve estável a receita do imposto de selo sobre vendas, fixada em 135 milhões.
Apesar da redução nos prémios distribuídos, a Santa Casa registou um lucro histórico. Em 2025, foram pagos 1,94 mil milhões de euros aos jogadores, ligeiramente abaixo dos anos anteriores.
O número de grandes vencedores também caiu para mínimos desde 2017, com 44 prémios acima de um milhão de euros, menos 20 do que em 2024.
As verbas distribuídas a entidades públicas aumentaram, com 702 milhões de euros atribuídos a vários ministérios, refletindo o peso crescente das apostas face à quebra nos prémios.
