Ucrânia: EUA sancionam quatro ucranianos por ligações a serviços de informações russos

Agência Lusa , DCT
20 jan, 19:11
Ucrânia

Estas sanções são destinadas a “revelar e contrariar os esforços de desestabilização que a Rússia efetua atualmente na Ucrânia”, notou em comunicado

Os Estados Unidos impuseram esta quinta-feira sanções a quatro ucranianos acusados de colaborarem com os serviços de informações russos (FSB), incluindo dois deputados em funções, invocando as suas “atividades desestabilizadoras” na Ucrânia.

Os deputados ucranianos Taras Kozak e Oleg Volochine são designadamente acusados de terem sido mandatados pelo Serviço Federal de Segurança (FSB) para “recrutarem antigos e atuais responsáveis governamentais e prepararem-se para assumir o controlo do Governo ucraniano, e controlarem as infraestruturas do país com uma força russa de ocupação”, indicou em comunicado o Tesouro norte-americano, equivalente ao ministério das Finanças.

Os dois outros sancionados são antigos responsáveis ucranianos. Volodymyr Oliynyk foi acusado de trabalhar para o FSB em Moscovo, onde terá “recolhido informações sobre as infraestruturas essenciais da Ucrânia” em 2021. O quarto homem visado, Vladimir Sivkovich, é um antigo responsável do Conselho de Segurança e de Defesa Nacional ucraniano. É designadamente responsabilizado por ter cooperado com os serviços secretos russos para conduzir operações de desinformação destinadas a influenciar a opinião pública ucraniana em favor da inclusão da península da Crimeia em território da Rússia. É ainda acusado de ter efetuado operações de desinformação nos Estados Unidos em 2019 e 2020. Os seus eventuais bens nos EUA vão ser congelados e bloqueado o seu acesso ao sistema financeiro norte-americano.

Estas sanções são destinadas a “revelar e contrariar os esforços de desestabilização que a Rússia efetua atualmente na Ucrânia”, notou em comunicado o chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, sublinhando que não têm relação com o vasto programa de sanções que os ocidentais ameaçaram aplicar à Rússia no caso de uma incursão na Ucrânia.

A Rússia nega qualquer intenção de intervir militarmente no seu vizinho, considera estar ameaçada pelo reforço da NATO na região e assegura que os milhares de soldados concentrados nas proximidades da fronteira ucraniana não constituem uma ameaça.

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