Covid-19: primeiros dados sobre a variante Ómicron geram otimismo na África do Sul

7 dez 2021, 20:21
Nova variante da covid-19, Omicron
Nova variante da covid-19, Omicron

Pesquisa conduzida na província de Gauteng indica que a nova variante pode ser menos grave do que as das vagas anteriores

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Um estudo preliminar sobre o perfil dos pacientes infetados com a variante Ómicron da covid-19 revelou que esta, quando comparada com outras variantes, não gera tantos casos graves da doença.

O documento, produzido pelo Conselho sul-africano de Pesquisa Médica (SAMRC), analisou os dados dos pacientes de um hospital na província de Gauteng, onde a variante foi detetada pela primeira vez, originando uma quarta vaga e é dominante.

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De acordo com a pesquisa, no dia 2 de dezembro, 70% dos 42 pacientes internados com covid-19 naquele hospital “não estavam dependentes de oxigénio”, e apenas nove deles desenvolveram pneumonia, dados que, de acordo com os investigadores, “não se verificaram nas vagas anteriores”.

“Se entrassem numa ala covid em qualquer altura nos últimos 18 meses, só ouviriam as ventoinhas a apitar. Agora, a maioria dos pacientes está como noutra qualquer ala”, adiantou Fareed Abdullah, diretor do SAMRC e médico no hospital estudado, citado pelo Financial Times.

O estudo aponta também para um número mais reduzido de mortes, principalmente nas crianças.

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“Não se registaram mortes entre as 34 entradas nas alas pediátricas covid-19 nas duas últimas semanas. Esta marca é favorável quando comparado com a proporção de mortes registadas no hospital nos últimos 18 meses, que foi de 17%”, pode ler-se.

No passado domingo, o conselheiro da Casa Branca para a pandemia, Anthony Fauci, afirmou que os sinais dados pela nova variante eram “encorajadores”.

“Até agora, mesmo sendo muito cedo para tirar conclusões definitivas, não se pode dizer que apresente um alto grau de gravidade. Até ver, os sinais sobre a gravidade são algo encorajadores", disse.

Contudo, vários especialistas apontam que, dada a grande transmissibilidade da variante, esta pode vir a sobrecarregar os sistemas de saúde dos países mais afetados. Dados do SAMRC mostram que, apesar da baixa mortalidade, as hospitalizações semanais na província de Gauteng estão a subir a um ritmo cinco vezes superior do que o verificado no período de maior crescimento da variante Delta.

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