Oito pessoas morreram a escalar um dos vulcões ativos mais altos do mundo

CNN , Sahar Akbarzai e Tara Subramaniam
5 set, 14:28
Durante muito tempo classificada como ultrassecreta, na era soviética, a região de Kamchatka está a abrir gradualmente as portas aos visitantes e a revelar os seus géiseres e vulcões

Equipas de socorro estão a tentar chegar aos sobreviventes, mas os avanços estão a ser dificultados pelas traiçoeiras e imprevisíveis condições, com ventos fortes, temperaturas extremamente frias e neve em grandes altitudes

Os socorristas estão a tentar chegar aos sobreviventes de uma expedição de escalada ao vulcão mais alto da Eurásia, expedição essa que já custou a vida de oito pessoas, segundo as autoridades locais.

As vítimas mortais faziam parte de um grupo de 12 pessoas, incluindo dois guias, que faziam a escalada do Klyuchevskaya Sopka, na região nordeste da península de Kamchatka, Rússia, desde o dia 30 de agosto, disse a agência de notícias estatal russa RIA Novosti.

Com 4750 metros, o Klyuchevskaya Sopka é um dos vulcões ativos mais altos do mundo.

O Ministério da Proteção Civil, Emergências e Apoio a Desastres da Rússia disse aos meios de comunicação estatais que um grupo de resgate está a subir o vulcão para chegar aos sobreviventes, que estão divididos entre o acampamento a cerca de 3300 metros e algum ponto no vulcão, a uma altitude de mais de 4150 metros.

Os socorristas esperam chegar ao acampamento à meia-noite e continuar a subir na manhã seguinte, ao amanhecer, disse o Ministério. O progresso está a ser dificultado pelas traiçoeiras e imprevisíveis condições, com ventos fortes, temperaturas extremamente frias e neve em grandes altitudes.

“O resultado da operação de busca e salvamento depende do clima, das nuvens de cinza nas encostas, do degelo dos glaciares, dos fluxos de lama e das quedas de rochas”, disse fonte do Ministério.

As tentativas anteriores de busca e salvamento para alcançar os indivíduos não tiveram sucesso, pois os ventos fortes impediram que um helicóptero pousasse no vulcão no domingo, um dia depois de cinco membros do grupo terem caído para a morte. Na manhã desta segunda-feira, morreram mais três pessoas, disse o vice-primeiro-ministro russo de Kamchatka, Roman Vasilevsky, à RIA Novosti.

O Ministro das Situações de Emergência da região onde se localiza o vulcão abriu uma linha direta de informações para os familiares do grupo de escalada, disse um porta-voz à RIA Novosti.

“As famílias podem obter informações sobre o decorrer das operações de busca e salvamento, bem como, se necessário, obter apoio psicológico”, disse o gabinete de imprensa do ministério.

Foi aberto um processo criminal para investigar a causa das mortes, informou a RIA Novosti.

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