"A nossa prioridade é estarmos prontos para esse choque, já esta noite": general francês alerta para o risco crescente de conflito com a Rússia

16 jun, 12:08
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Segundo o general Philippe de Montenon, o Exército francês está atualmente a preparar-se para enfrentar um conflito semelhante ao que se vive na Ucrânia

A possibilidade de um confronto entre a NATO e a Rússia está a ganhar peso nas análises de responsáveis militares europeus. Um dos alertas mais recentes foi deixado pelo major-general Philippe de Montenon, uma das principais figuras do Exército francês, que considera que a probabilidade de um conflito no Leste europeu é hoje maior do que era há apenas dois anos.

O responsável, que comanda as forças e operações terrestres francesas para a Europa, afirmou que a prioridade das forças armadas francesas passa por estarem preparadas para um eventual choque com Moscovo.

“A nossa prioridade é estarmos prontos para esse choque, já esta noite”, declarou durante o salão internacional de defesa e segurança Eurosatory 2026, que decorre em Villepinte, nos arredores de Paris.

Segundo Philippe de Montenon, o Exército francês está atualmente a preparar-se para enfrentar um conflito semelhante ao que se vive na Ucrânia. O general sublinhou que este tipo de guerra consome enormes quantidades de munições e provoca elevadas perdas humanas, além de apresentar características muito diferentes das operações militares que marcaram as últimas décadas.

Na sua visão, a guerra moderna é cada vez mais dominada pela tecnologia. Os combates são “dronizados, robotizados e digitalizados”, numa transformação acelerada que tem sido observada no campo de batalha ucraniano.

O papel dos drones tornou-se tão central que praticamente todos os equipamentos apresentados na Eurosatory incluem sistemas associados de proteção ou utilização destas aeronaves não tripuladas.

Com mais de dois mil expositores e delegações oficiais de 93 países, a Eurosatory 2026 decorre num contexto de crescente preocupação com a segurança europeia.

O evento reflete também a aposta dos exércitos na adaptação às novas formas de combate. França, que tinha apenas quatro mil drones em 2025, prepara-se agora para adquirir mais 14 mil. Ao mesmo tempo, a presença de 80 empresas ucranianas no certame, face às dez registadas na edição anterior, evidencia a importância que a experiência da Ucrânia adquiriu na evolução da guerra moderna.

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