Ucrânia é questão central na 'cimeira virtual' entre Biden e Putin

Agência Lusa , AM
7 dez 2021, 07:12

Este é o segundo encontro entre os dois líderes e ocorre numa altura de forte tensão nas relações russo-ucranianas

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Os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia, Joe Biden e Vladimir Putin, respetivamente, reúnem-se esta terça-feira por videoconferência, num momento de agravamento de tensões bilaterais devido à concentração de tropas russas junto à fronteira com a Ucrânia.

Trata-se da segunda reunião entre os dois líderes, depois de um encontro presencial realizado em junho passado em Genebra (Suíça).

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A conversação virtual ocorre numa altura de forte tensão nas relações russo-ucranianas, com Kiev a acusar a Rússia de concentrar mais de 90.000 soldados na fronteira com o objetivo de atacar o seu território durante o inverno.

Em paralelo, Moscovo acusa Kiev de ter concentrado 125.000 efetivos na região do Donbass (leste da Ucrânia), em plena linha da frente do conflito que envolve há vários anos forças ucranianas e separatistas pró-russos, o que significaria metade dos efetivos das Forças Armadas ucranianas.

De acordo com o jornal norte-americano Washington Post, os serviços de informações dos Estados Unidos admitem que a Rússia poderia aumentar a sua presença militar na fronteira com o país vizinho até aos 175.000 efetivos.

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Na passada sexta-feira, Joe Biden admitiu estar a preparar um “pacote de iniciativas” para proteger a Ucrânia de um eventual ataque russo.

Já na véspera do encontro de hoje, as agências internacionais avançaram que Biden ia, ainda na segunda-feira, consultar por telefone os seus aliados europeus sobre a concentração de tropas russas na Ucrânia, bem como tinha previsto um contacto com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, nos dias seguintes à conversa com Putin.

A cimeira virtual de hoje ocorre após Putin ter proposto à NATO a assinatura de um pacto de segurança para evitar o ingresso na Aliança Atlântica da Ucrânia e da Geórgia.

As relações entre Moscovo e Kiev estão tensas desde 2014, após a anexação da península da Crimeia pela Rússia e as denúncias ocidentais do apoio russo aos separatistas no leste da Ucrânia.

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