A Rússia tem uma tese nova: diz que a Monkeypox é uma arma biológica desenvolvida pelos EUA

27 mai, 16:21
Guerra na Ucrânia (AP Photos)

Imprensa russa diz que o Kremlin já pediu à OMS que investigue as atividades em laboratórios nigerianos financiados pelos Estados Unidos. Entretanto, os países Ocidentais estão a ser ridicularizados pela televisão estatal russa por causa deste vírus

A Rússia diz que a Monkeypox (comummente conhecida por varíola dos macacos) está a ser usada como uma arma biológica desenvolvida pelos Estados Unidos. Segundo noticia esta sexta-feira a agência russa TASS, o líder das Tropas de Proteção Contra Radiação, Química e Biológica das Forças Armadas da Rússia, Igor Kirillov, começou por afirmar que, em 2003, o Departamento de Defesa norte-americano "desenvolveu um programa de vacinação contra a varíola, segundo o qual todos os militares dos Estados Unidos estão sujeitos à vacinação obrigatória".

"Isso indica que os Estados Unidos consideram o patógeno da varíola como agente biológico patogénico prioritário para uso em combate e as medidas de vacinação em andamento visam proteger os seus próprios contingentes militares", sugeriu.

Paralelamente, a agência de notícias estatal russa adianta que Igor Kirillov afirmou também que, "de acordo com as informações disponíveis, pelo menos quatro biolaboratórios controlados pelos Estados Unidos operam na Nigéria, onde se originou a varíola". 

E, segundo o responsável, a esse respeito importa referir "uma estranha coincidência que precisa de verificação adicional por especialistas". Aliás, de acordo com a agência, a Rússia já terá pedido à OMS que investigue as atividades dos laboratórios nigerianos financiados pelos Estados Unidos em Abuja, Zaria e Lagos.

“Contra o pano de fundo de numerosos casos de violações dos Estados Unidos aos requisitos de biossegurança e factos de armazenamento descuidado de biomateriais patogénicos, pedimos à liderança da Organização Mundial da Saúde que conduza uma investigação sobre as atividades dos laboratórios nigerianos financiados pelos EUA e informar a comunidade mundial sobre os seus resultados”, disse o líder destas tropas especializadas.

Mas Kiirilov vai mais longe e afirmou que, "de acordo com a imprensa europeia e americana, nos materiais da Conferência de Segurança de Munique 2021, ou seja, no contexto da pandemia de covid-19, foi elaborado um cenário para combater um surto causado por uma nova variante do vírus Monkeypox".

A doença que tem o nome do vírus foi identificada pela primeira vez em humanos em 1970 na República Democrática do Congo, depois de o vírus ter sido detetado em 1958 no seguimento de dois surtos de uma doença semelhante à varíola que ocorreram em colónias de macacos mantidos em cativeiro para investigação - daí o nome "Monkeypox" ("monkey" significa macaco e "pox" varíola).

Televisão russa ridiculariza países afetados pela Monkeypox

A Monkeypox foi também usada como "arma de arremesso" ao Ocidente pela televisão estatal russa. Um vídeo partilhado no Twitter mostra os apresentadores da televisão estatal russa, Evgeny Popov e Olga Skabeeva, e o político e membro do parlamento russo Alexei Zhuravlyov a ridicularizarem os países que registaram surtos deste vírus.

"Monkeypox. Quase todos os que ficaram doentes com este vírus são homens de orientação sexual não tradicional", começou Evgeny Popov. E Olga Skabeeva acrescentou: "Vocês não vão acreditar, uma coincidência, ou talvez não seja uma coincidência, a maioria dos países cujos homossexuais tiveram varíola estão a fornecer armas para o regime de Kiev. Coisas acontecem, certo?".

Importa referir que, e acordo com a OMS, ainda não há certezas sobre o que pode estar a causar o surto: as hipóteses em estudo são uma mudança no vírus, o que parece improvável pelas análises de pessoas infetadas já feitas, ou uma mudança nos comportamentos humanos, que é mais provável mas ainda está por estabelecer.

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