Há um novo luxo em Moscovo: comprar esqueletos de dinossauro e fósseis

28 ago, 11:55
Moscovo (Getty Images)
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Ter um esqueleto de dinossauro é uma extravagância que está ao acesso de "apenas uma em cada 10 milhões de pessoas". Mas é de exclusividade que se faz o negócio de Mikhail Voskresensky. A Rússia incentiva as importações, mas proíbe as exportações neste campo

Os preços são exorbitantes, mas não afastam interessados. Esqueletos de dinossauros, mamíferos pré-históricos, restos de fósseis, fragmentos de meteoritos. É só escolher, para provar que a paleontologia está a testar as suas fronteiras comerciais.

A história do Paleopark é contada pela agência Efe. “Aqui apresentamos a mais luxuosa linha no campo da paleontologia”, conta Mikhail Voskresensky, fundador do projeto.

A entrada no espaço de exposição em Moscovo é marcante: os visitantes são recebidos pelo esqueleto de um urso-das-cavernas. Quase três metros de altura, mais de 12 mil anos. E disponível para ser levado para casa por 10 milhões de rublos – qualquer coisa como 100 mil euros.

Seguem-se depois opções para todos os gostos, não para todas as carteiras: se um crânio de rinoceronte-lanudo fica por cerca de 16 mil euros, um esqueleto completo de um psitacossauro – com 125 milhões de anos – implica gastar mais de 125 mil euros.

Esta é a primeira exposição deste género na Rússia. Além de fósseis, a galeria permite comprar minerais e fragmentos de meteoritos, que foram cortados de modo a revelar as intricadas estruturas dos cristais metálicos destes corpos celestes.

Um meteorito encontrado na Rússia vale cerca de 50 mil euros. Já um fragmento encontrado na China fica mais barato: 20 mil euros.

Muitas destas peças pertencem a colecionadores ou foram importadas de outros países. A própria Rússia incentiva a importação destes objetos – mas proíbe a exportação de fósseis, que são considerados património cultural.

Voskresenski diz estar totalmente focado no mercado russo. Com a garantia de que todas as peças seguem com certificados de autenticidade, que protegem os compradores de possíveis burlas.

Muitos dos compradores são pessoas que cresceram a ver a saga Parque Jurássico de Steven Spielberg e que se tornaram empresários ricos. “Mas aquele sonho de infância, de ter o seu próprio dinossauro, manteve-se em muitos deles. Há pessoas que pura e simplesmente não compreendem que este mercado existe”, conta o responsável.

Com recurso à inteligência artificial, percebeu que um em cada 150 adultos pode comprar um Rolex ou que um em cada 20 mil um Ferrari. E um esqueleto de dinossauro? “Apenas uma em cada dez milhões”.

O mercado paleontológico também é uma tendência crescente nas principais leiloeiras internacionais, daí que Voskresenski argumente que a Rússia não deve ficar de fora.

Este homem criou um parque na região de Leninegrado, onde os visitantes podem fazer escavações e encontrar restos de criativas pré-históricas – que levam para casa como recordação.

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