Navalny diz ser visado por novas acusações passíveis de 30 anos de prisão

Agência Lusa
20 out, 17:10
Alexei Navalny

O militante anticorrupção, considerado o principal crítico do Presidente Vladimir Putin, explica que recebeu uma notificação que o informa da abertura de um novo processo criminal, e quando já se encontra detido

O opositor russo Alexei Navalny afirmou esta quinta-feira estar a ser alvo de novas acusações penais por “promoção do terrorismo”, “apelo ao extremismo”, “financiamento de atividades extremistas” e “reabilitação do nazismo”, passíveis de um total de 30 anos de prisão.

“Os advogados calcularam que deve chegar a 30 anos, tendo em conta as penas previstas por cada um destes artigos”, indicou o opositor, na prisão desde 2021, em mensagem difundida pela sua equipa nas redes sociais.

O militante anticorrupção, considerado o principal crítico do Presidente Vladimir Putin, precisa ter recebido uma notificação que o informa da abertura de um novo processo criminal, e quando já se encontra detido.

“Sou um génio do mundo criminal (…) Todos pensavam que estava há dois anos em isolamento, na prisão, mas de facto estava a cometer crimes de forma ativa”, ironizou, ao felicitar os investigadores russos pela sua “vigilância”.

Segundo indicou, as novas acusações estão em parte relacionadas com vídeos publicados pelos seus aliados no exílio, que continuam a promover no estrangeiro ações contra o Governo russo e o Presidente Putin.

Alexei Navalny foi detido na Rússia em janeiro de 2021, no seu regresso ao país após uma grave tentativa de envenenamento, que atribuiu ao Kremlin.

Em março passado, foi condenado a nove anos de prisão em regime “severo” por acusações de “fraude” que considera fictícias.

O opositor continua a transmitir mensagens aos seus advogados que denunciam Vladimir Putin e a sua intervenção militar na Ucrânia, e de seguida divulgadas na internet pela sua equipa.

No passado verão, Navalny afirmou por diversas vezes ter sido colocado numa cela disciplinar no centro penitenciário perto de Vladimir, 200 quilómetros a leste de Moscovo, onde se encontra detido.

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