"Foi devastador". Governo "tudo está a fazer para ser reposta a energia" em Leiria

29 jan, 09:20


 

Rui Rocha garante ainda que falhas no SIRESP foram momentâneas

Rui Rocha, secretário de Estado da Proteção Civil, assegurou que "todas as áreas de Governo" estão a "fazer tudo" para "acautelar" que tudo seja feito para recuperar a normalidade em Leiria. 

"Aquilo que importa neste momento é restabelecer a normalidade para as pessoas, para as empresas, que foram afetadas por uma extrema violência.", afirmou o governante, acrescentando que está a ser feito tudo para ser reposta a energia no distrito.

Segundo Rui Rocha, "ainda estão hoje 452 mil utentes sem energia, 298 mil no distrito de Leiria", acrescentando que o restabelecimento está a ser feito "primeiro nos centros mais urbanos e depois com maior dificuldade em zonas mais rurais". "Mas tudo estamos a fazer para que durante o dia de hoje possa ser gradualmente reposta o fornecimento de energia, bem como, esperando que as comunicações, e neste momento estão mais de mil operacionais das várias operadoras móveis no terreno, para tentar restabelecer também essas ligações".

Quanto ao SIRESP, que ficou indisponível na Batalha, Rui Rocha garante que "isso foi algo momentâneo". 

"Este fenómeno foi de uma gravidade também, é que uma das coisas que também perturbou foi, sobretudo, o alinhamento das antenas com o satélite, por força de uma velocidade completamente fora daquilo que é previsível, também em simultâneo com aqui alguma quebra dos operadores móveis, e apesar disso, e desse caso específico da Batalha, durante a manhã, a única rede que funcionou em pleno foi a rede SIRESP", adiantou o governante, acrescentando que "já foi ontem reforçado para essa região, quer também com geradores, quer também com torres móveis de antenas que temos, para garantir que a rede SIRESP funcione em pleno".

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

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