Rio não vai para o governo "desenrascar" e leva com ele "mais rigor" e "menos facilitismo"

7 jan, 17:45

Pediu aos portugueses um voto de confiança e para aqueles que não confiam, então "é melhor votarem noutro", disse

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O presidente do PSD antes de avançar com as medidas do programa eleitoral, começou por listar aquelas que são, na sua ótica, as três "linhas de rumo" do partido: mais rigor e menos facilitismo; espírito reformista; e equilíbro financeiro. Para que consiga avançar com estas medidas enquanto primeiro-ministro, Rui Rio pediu aos portugueses um voto de confiança.

"Os que concordam com uma governação mais rigorosa não há outra hipótese: quem acredita, vota e sabe que vai ser assim, quem não acredita, vota de outra maneira. Fui assim toda a vida, não sei ser de outra maneira", sublinhou na apresentação do programa eleitoral do PSD, em Lisboa.

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"Ou confiam em mim e dizem: isto que ele diz é para fazer, se não é melhor votarem noutro. Porque se dizemos que baixamos um ponto num imposto, baixamos mesmo”, acrescentou.

O líder dos sociais-democratas garantiu que não vai para o "governo para desenrascar", mas sim "para organizar, planear e executar". Para Rio, o atual governo do PS tem a marca da "desresponsabilização", em áreas como a saúde, a educação ou a segurança.

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"Quando olhamos para a saúde, falta-nos organização e rigor. Quando olhamos para a justiça (...) falta rigor e sobra facilitismo", disse.

Rui Rio garantiu que, se for eleito primeiro-ministro a 30 de janeiro, vai para o governo com um "espírito reformista" do qual o PS tem "aversão". "Tudo aquilo que tem de ser reformado, vai ser reformado. Mas não tudo ao mesmo tempo", afirmou. 

Para o PSD, são precisas reformas mais "profundas" no sistema eleitoral, na área da justiça e na descentralização. Mas também são necessárias na Segurança Social, para que seja assegurada a sua sustentabilidade a longo prazo, e reformas ao nível da educação, saúde e sistema fiscal.

A terceira linha de rumo apela à existência de medidas políticas que caminhem para o equilíbrio financeiro, uma vez que "vivemos numa sociedade de consumo" e, por isso mesmo, a tendendência das famílias, empresas e do Estado é de estarem "constantemente a endividar-se".

“A sociedade de consumo leva as pessoas a endividarem-se para lá do que devem, mas também o regime da forma como funciona: havendo eleições de quatro em quatro anos ou de dois em dois, leva muitos políticos a decidirem mais despesa pública, mais défice e mais endividamento”, lamentou.

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