Rio aponta “oportunidade” de reformas e diz que Costa “não fechou a porta a tudo”

15 fev, 20:08
O presidente do PSD, Rui Rio, fala aos jornalistas após reunir com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa

Rio apontou como matérias em que PS e PSD têm de estar de acordo a revisão constitucional, a revisão das leis eleitorais e, “fundamentalmente, a descentralização”, que o país “tem de decidir de uma vez se faz ou não faz”.

O presidente do PSD apontou hoje a atual legislatura como uma “oportunidade” para fazer reformas em áreas como a revisão da Constituição, leis eleitorais ou descentralização e disse que o primeiro-ministro “não fechou a porta a tudo”.

“Até maio de 2024, o país não tem qualquer eleição e tem estabilidade governativa, era uma oportunidade que o país tinha - ou tem - de fazer reformas estruturais”, afirmou Rui Rio, no final de uma audiência com António Costa, em São Bento.

Rio apontou como matérias em que PS e PSD têm de estar de acordo a revisão constitucional, a revisão das leis eleitorais e, “fundamentalmente, a descentralização”, que o país “tem de decidir de uma vez se faz ou não faz”.

Questionado se houve abertura por parte do primeiro-ministro a entendimentos em alguma destas matérias, Rio respondeu: “Digamos que não abriu a porta a tudo, nem fechou a porta a tudo, fomos conversando sem ter que dar a posição em concreto, foi uma conversa aberta”.

Questionado se essa abertura se verificou, por exemplo, quanto a rever a Constituição, o presidente do PSD não detalhou.

“Eu quando digo fechar ou abrir portas não estou a dizer exatamente em quê”, afirmou, salientando que a revisão constitucional pode versão sobre muitas matérias.

“É muito difícil responder a essa pergunta porque a conversa foi mais aberta”, disse, reiterando que não sabe o que o PS “irá fazer em concreto” nas várias matérias.

“A experiência que temos é a que sabemos todos: que o PS não quer reformar nada”, disse.

Já quanto ao próximo Orçamento do Estado, Rio afastou qualquer possibilidade de entendimentos, lembrando que o Governo já tem até o documento preparado e que será semelhante ao que apresentou e contra o qual o PSD votou.

“Tivemos oportunidade de falar com o primeiro-ministro sobre o que entendemos que devia ser mais relevante no país nos próximos tempos. Sobre a governação em concreto não falámos muito porque as nossas divergências ficaram mais do que claras na campanha e o PS tem maioria absoluta, vai governar com o programa dele”, afirmou Rio, que esteve acompanhado na reunião pelas vice-presidentes Isaura Morais e Ana Paula Martins.

O primeiro-ministro recebeu hoje, em São Bento, os partidos com representação parlamentar, à exceção do Chega, e estará à noite na Comissão Política Nacional do PS, reuniões que visam preparar o novo ciclo político.

No início de fevereiro, no final da reunião da Comissão Política Nacional do PSD, Rui Rio confirmou que irá deixar a presidência do partido e remeteu para o Conselho Nacional a marcação a data das próximas diretas, manifestando vontade de sair, no máximo, até ao início de julho.

De acordo com os resultados provisórios das legislativas de 30 de janeiro, o PSD conseguiu 27,8% dos votos e 73 deputados sozinho, subindo para 78 deputados e cerca de 29% do total dos votos somando os valores obtidos nas coligações de que fez parte na Madeira e dos Açores.

O PSD fica a um deputado dos 79 conseguidos em 2019 e a mais de 13 pontos percentuais do PS, que obteve a segunda maioria absoluta da sua história.

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