Legislativas: Rui Rio não acredita na maioria absoluta

22 nov, 20:34
Rui Rio
Rui Rio

Líder do PSD disse que o seu partido tem de estar disponível para garantir a governabilidade do país, ganhando ou perdendo

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O presidente do PSD e recandidato ao cargo, Rui Rio, afirmou, nesta segunda-feira, que vai ser "dificílimo” haver maioria absoluta nas legislativas de 30 de janeiro, pelo que todos os partidos devem garantir a governabilidade do país.

Rui Rio falava aos jornalistas depois de ter sido recebido na residência oficial do presidente do Governo Regional da Madeira (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, num encontro que durou cerca de uma hora.

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Questionado sobre o que significa “a nova maioria sem linhas vermelhas”, que consta da sua moção de estratégia, Rio sublinhou que, “tendo em vista que em Portugal hoje é dificílimo algum partido conseguir uma maioria absoluta, todos os partidos têm a responsabilidade de garantir ou de procurar garantir a governabilidade do país” nas legislativas de 30 de janeiro.

O PSD tem de estar disponível para garantir a governabilidade do país, ganhando ou perdendo. Porque se o PSD ganhar e não tiver maioria absoluta também tem de encontrar entendimentos para governar. Sob pena depois de começarmos a andar de seis em seis meses em eleições”, argumentou o recandidato à liderança do PSD, insistindo que assume a responsabilidade “de estar colaborante e dialogante para encontrar a governabilidade para o país”.

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Ressalvou, porém, que um acordo com o PCP ou com o BE “é muito difícil, como é evidente”.

Já sobre um acordo com o Chega, Rui Rio referiu que concordou com a coligação nos Açores que incluía um deputado do partido de extrema-direita, uma vez que “não há nenhum membro do Chega dentro do Governo dos Açores”.

No caso nacional, lembrou o presidente do PSD, o Chega exige integração de membros no Governo. “E isso eu sempre disse que não”, reiterou.

Rui Rio salientou também que a crise no Governo Regional dos Açores demonstra que o povo português tem de olhar para as eleições e perceber que “quanto mais fragmentado for o voto, mais isso vai acontecer”.

 

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