Football Leaks: Rui Pinto recusa-se a prestar mais declarações em tribunal

Agência Lusa , AM/VR
7 nov, 11:02
Rui Pinto

Hacker responde por um total de 90 crimes

O criador da plataforma eletrónica Football Leaks, Rui Pinto, recusou-se esta segunda-feira a prestar mais declarações em tribunal, após quatro sessões em que falou ao coletivo de juízes.

Rui Pinto começou a prestar declarações perante o coletivo de juízes que o está julgar desde 4 de setembro de 2020, no âmbito de um processo no qual responde por um total de 90 crimes, em 10 de outubro.

No início da sessão desta segunda-feira, depois de ter sido conhecida a intenção do arguido, a advogada da Doyen solicitou a reprodução e valoração das declarações prestadas perante o juiz de instrução criminal em 22 de março de 2019.

Francisco Teixeira da Mota, advogado de Rui Pinto, opôs-se à reprodução mas vão à valoração das declarações, nas quais existem algumas contradições entre as que foram prestadas em julgamento e na anterior fase processual.

A sessão terminou antes das 11:00.

Rui Pinto, de 34 anos, responde por um total de 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo, visando entidades como o Sporting, a Doyen, a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por extorsão, na forma tentada. Este último crime diz respeito à Doyen e foi o que levou também à pronúncia do advogado Aníbal Pinto.

O criador do Football Leaks encontra-se em liberdade desde 07 de agosto de 2020, “devido à sua colaboração” com a Polícia Judiciária (PJ) e ao seu “sentido crítico”, mas está, por questões de segurança, inserido no programa de proteção de testemunhas em local não revelado e sob proteção policial.

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