Rui Fonseca e Castro e Mário Machado detidos pela PSP após concentração não autorizada

Agência Lusa
25 abr 2025, 16:16

A PSP avisou o ex-juiz de que estava a incorrer num crime de desobediência. Momentos depois Fonseca e Castro acabou por se entregar, criando momentos de tensão. Mário Machado foi detido pouco depois, após confrontos entre grupos de extrema-direita e manifestantes antifascistas.

O líder do partido Ergue-te, Rui Fonseca e Castro, foi detido esta sexta-feira pela PSP no Largo de São Domingos, em Lisboa, após uma concentração de apoiantes da extrema-direita não autorizada. Uma hora depois, foi a vez de Mário Machado, líder do movimento 1143, depois de terem começado confrontos entre grupos de extrema-direita e manifestantes anti-fascistas.

Antes da detenção, a PSP avisou o ex-juiz de que estava a incorrer num crime de desobediência. Momentos depois Fonseca e Castro acabou por se entregar, criando momentos de tensão, o que exigiu a intervenção do dispositivo policial para conter a agitação.

Mais de uma centena de apoiantes de grupos de extrema-direita como o Habeas Corpus e o 1143 gritaram: "prendem um, prendem todos". 

A seguir à detenção do líder do Ergue-te, a PSP deteve um outro homem por “resistência e coação”, com ambos a ser levados para a esquadra.

Menos de um hora depois, foi a vez de Mário Machado, líder do movimento extremista 1143, depois de o grupo de extrema-direita ter-se envolvido em confrontos com manifestantes antifascistas. 

Os confrontos físicos e arremesso de objetos, inclusivamente garrafas de vidro, foram registados pelas 17:00 entre os grupos antagónicos.

Estes confrontos obrigaram mais uma vez a polícia a intervir para dispersar a agitação que se gerou, verificando-se episódios de violência com pessoas feridas.

Depois de a Praça do Martim Moniz ter sido ocupada, desde as 15:00, por manifestantes contra a iniciativa da extrema-direita, o partido Ergue-te decidiu fazer a concentração num local próximo, no Lardo de São Domingos, no Rossio, com o apoio do movimento Habeas Corpus, bem como do grupo de extrema-direita 1143, liderado por Mário Machado, que também esteve presente.

"Portugal é nosso!!", lê-se num dos cartazes erguidos pelos apoiantes da extrema-direita, que também gritaram, por várias vezes, "Portugal" e o hino nacional, com bandeiras do país.

Esta ação aconteceu enquanto, ao mesmo tempo, e num local bem próximo, na Avenida da Liberdade, se realizava o tradicional desfile do 25 de Abril, no dia em que se celebra os 51 anos da Revolução dos Cravos.

Aquando a detenção do presidente do Ergue-te, que disse que se entregou à polícia "em nome da liberdade", os apoiantes de movimentos da extremistas exaltaram-se e o forte dispositivo da PSP, inclusive das Equipas de Intervenção Rápida, teve de intervir, com a utilização da força, registando-se momentos de alguma violência física.

Durante a concentração, os apoiantes da extrema-direita insultaram jornalistas e também o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), que não deu aval à manifestação, após parecer negativo da PSP.

Inicialmente, o Ergue-te e o movimento Habeas Corpus, com o apoio do grupo de extrema-direita 1143, anunciaram uma manifestação com "porco no espeto" no Martim Moniz, a partir das 15:00 desta sexta-feira, feriado do dia 25 de Abril de 1974 - Revolução dos Cravos.

Crime e Justiça

Mais Crime e Justiça