Segunda passagem, o mesmo fim para o treinador português
Bruno Lage tinha dito um par de horas antes que só ia receber dinheiro do Benfica até o presidente o querer. Pois Rui Costa decidiu que não quer mais, sabendo a CNN Portugal que o despedimento é a decisão tomada.
Esta mesma decisão foi confirmada pelo presidente do Benfica por volta das 01:20, com Rui Costa a dizer que "chegou o momento" de ambas as partes seguirem caminhos diferentes. "Este é o momento de trocar e o treinador que vier tem de ser ganhador", reiterou.
O treinador português não resistiu à humilhante derrota por 3-2 em casa com o modesto Qarabag, que se seguiu a um não menos embaraçoso empate com um Santa Clara reduzido a 10 durante quase 60 minutos.
A decisão foi tomada depois de a direção do Benfica ter reunido de emergência na sequência do resultado, numa noite que até começou com um 2-0 favorável aos encarnados. O Maisfutebol (do mesmo grupo da CNN Portugal) indica que a rescisão foi alcançada por mútuo acordo.
Acontece a Bruno Lage o que já lhe tinha acontecido na primeira passagem pelo Benfica, ainda que desta vez com menos sucesso.
Se da primeira vez ainda deu para conquistar um título de campeão, salvando uma época que tinha começado manifestamente mal, desta vez não foi isso que aconteceu.
Dessa primeira vez, ainda com Luís Filipe Vieira, Bruno Lage entrou no início de 2019 para consertar um Benfica em cacos. Acabou por consegui-lo, ao ponto de ser campeão.
A segunda época, a primeira a começar de início, não correu como esperado, acabando por resultar no despedimento no final desse mesmo ano, marcado por uma forte quebra que coincidiu com a chegada da covid-19 a Portugal.
Desta segunda vez Bruno Lage chegou com missão semelhante. Não ear Rui Vitória, mas sim Roger Schmidt o problema. Depois do mau início do alemão naquela que era a sua terceira época, Rui Costa utilizou o método antigo, escolhendo Bruno Lage, que acabou por não conseguir repetir o feito.
Acabando fortemente contestado no fim da última época, ganhou algum lastro com a vitória na Supertaça sobre o Sporting, mas as exibições fracas e estes dois últimos resultados tornaram-se demasiado complicados de gerir com apenas um assumir de responsabilidades.
Bruno Lage sai ao fim de uma segunda passagem em que orientou 66 jogos, deixando o Benfica em clima de alta tensão, nomeadamente por causa das eleições que se realizam em outubro, e nas quais Rui Costa vai estar em cheque.
