Jim Ratcliffe tomou uma série de decisões desde que assumiu o clube, há nove meses. Muitas delas levantam dúvidas sobre a estabilidade que se vive em Old Trafford
Tempo. Ruben Amorim pediu-o para conseguir ter sucesso no Manchester United, mas será que vai tê-lo? Aquela ideia de que os clubes ingleses são pacientes com os seus treinadores já não é tão clara assim e algumas decisões recentes do dono do clube de Old Trafford, Jim Ratcliffe, mostram que o temperamento pode colocar em causa a estabilidade no banco dos Red Devils.
O despedimento de Dan Ashworth, o despedimento de Erik tem Hag e outras decisões que deixaram os adeptos de nariz torcido mostram isso mesmo.
Pode ser pelo desejo de sucesso imediato, noutros casos será por uma pretensão para aumentar o rendimento que surge da compra de 27,7% das ações de um dos maiores clubes do mundo.
Passados nove meses, o CEO da Ineos, que também é uma das cinco pessoas mais ricas do Reino Unido, tem tomado algumas decisões erráticas desde que chegou ao Manchester United (Jim Ratcliffe também investimentos no Nice e no Lausanne).
Senão veja-se: contratou Dan Ashworth - “claramente um dos melhores diretores desportivos do mundo”, segundo o próprio Jim Ratcliffe - para o despedir apenas cinco meses depois de pagar ao Newcastle cerca de três milhões de euros; despediu Erik ten Hag, pagando mais de 11 milhões de euros de indemnização, apenas três meses depois de renovar contrato com o treinador; acabou com a festa de Natal do clube e aumentou (e muito) os preços os preços dos bilhetes para assistir aos jogos.
Claro que é preciso lembrar que é o primeiro ano de um bilionário à frente de um clube de futebol. A história recente, ainda mais a da Premier League, mostra que nem sempre isso é sinal de sucesso instantâneo: Todd Boehly pegou no Chelsea e o clube foi um autêntico turbilhão. Agora parece estável, mas houve muitas vítimas pelo meio (e treinadores estiveram entre elas).
Será que Ruben Amorim vai ter essa estabilidade inicial?