A Fabergé é uma joalharia histórica fundada em São Petersburgo, na Rússia, em 1842
A polícia da Nova Zelândia acusou um homem de roubo depois de supostamente ter furtado um medalhão Fabergé de ouro incrustado com joias de uma joalharia, pegando-o e engolindo-o.
O incidente incomum ocorreu na tarde de sexta-feira numa loja no centro de Auckland, de acordo com um comunicado do inspetor Grae Anderson, comandante da área central de Auckland da Polícia da Nova Zelândia, enviado à CNN internacional na terça-feira.
Os funcionários da loja entraram em contacto com a polícia por volta das 15:30, hora local, tendo as autoridades “respondido minutos depois, prendendo o homem dentro da loja.
O homem de 32 anos foi acusado de roubo e ficou em prisão preventiva antes de uma audiência marcada para 8 de dezembro, de acordo com o comunicado.
Numa outra declaração publicada na quarta-feira, Anderson referiu que o homem foi submetido a uma avaliação médica no momento da sua detenção e está a ser constantemente monitorizado por um agente.
“Dado que este homem está sob custódia policial, temos o dever de continuar a monitorizá-lo, dadas as circunstâncias do que ocorreu”, sublinhou a mesma fonte.
“Nesta fase, o pendente ainda não foi recuperado”, acrescentou.
O item roubado é um medalhão Fabergé James Bond Octopussy Egg no valor de 33.585 dólares neozelandeses (quase 19.000 euros), de acordo com documentos judiciais vistos pela Radio New Zealand, afiliada da CNN.
Uma lista do medalhão no site da Fabergé revela que este é feito de ouro amarelo de 18 quilates e esmalte guilloché verde, para além de possuir 60 diamantes brancos e 15 safiras azuis.
“No verdadeiro estilo Fabergé, o belo medalhão em forma de ovo também oferece uma surpresa — ao abrir, revela um polvo em miniatura em ouro 18 quilates, capturando o espírito do filme que dá nome ao produto”, diz a descrição.
“O polvo foi adornado com dois olhos de diamante preto”, acrescenta.
A Fabergé é uma joalharia histórica fundada em São Petersburgo, na Rússia, em 1842.
Na terça-feira, um dos 50 Ovos Imperiais produzidos pela Fabergé para os czares russos Alexandre III e Nicolau II foi vendido por 22,9 milhões de libras ( quase 30 milhões de euros), incluindo taxas, quebrando o seu próprio recorde como a obra mais cara do joalheiro russo já a ser leiloada.
O preço astronómico do Ovo de Inverno reflete a crescente raridade dos ovos, nenhum dos quais tinha sido visto em leilão em mais de 23 anos.
É um dos apenas sete que restam em mãos privadas, com os outros desaparecidos ou pertencentes a instituições ou museus.
Oscar Holland contribuiu para esta reportagem