Rosa Mota internada nos cuidados intensivos - passou entretanto para os intermédios

10 fev 2025, 16:42
Rosa Mota

Atleta de 66 anos é uma das figuras mais icónicas do desporto português. Bateu recentemente recordes mundiais de 10 km

A maratonista Rosa Mota deu entrada esta segunda-feira na unidade de cuidados intensivos do Hospital de Santo António, no Porto, tendo sido depois encaminhada para os cuidados intermédios. A campeã olímpica tinha sido operada a um aneurisma arbdominal que lhe foi diagnosticado no mês de dezembro, no final da prova de São Silvestre em Lisboa.

Esta segunda-feira, enquanto recuperava, Rosa Mota viu-se obrigada a recorrer ao Hospital de Santo António. Até ao momento não foi possível confirmar, de forma oficial, o prognóstico do estado de saúde da atleta.

O aneurisma abdominal é uma dilatação anómala artéria aorta, a principal do nosso corpo, que pode crescer lentamente até se tornar um grave perigo para a vida. Quando rompe, pode causar uma dor intensa e hemorragia interna, que pode ser fatal.

Segundo apurou o Maisfutebol, a atleta já foi encaminhada para os cuidados intermédios.

Rosa Mota, de 66 anos, é uma das figuras mais icónicas do desporto português, tendo conquistado a medalha de ouro para Portugal na maratona dos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. Quatro anos antes, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, Mota voltou a conquistar uma medalha para Portugal, ao ficar no terceiro lugar da maratona.

Rosa Mota foi também campeã mundial em 1987, em Roma, e campeã europeia em 1982, no campeonato de Atenas, em 1986, em Estugarda, e 1990, em Split.

A atleta continua a ser uma figura bastante ativa no mundo do atletismo, continuando a bater recordes nas categorias em que compete. Em dezembro, bateu o recorde de dez mil metros, na categoria de 65-69 anos, na corrida de São Silvestre de Lisboa, batendo um recorde anteriormente estabelecido por si própria, em janeiro. 

Mota tinha estabelecido o recorde dos dez mil metros, na categoria 65-69 anos, em Valência, ao completar a corrida em 35 minutos e 45 segundos. Em Lisboa, a maratonista conseguiu encurtar a distância, baixando a meta para 35 minutos e 37 minutos.

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