Há promessas de uma redução brutal da despesa pública, mas poucas explicações sobre como isso vai ser feito
Ronaldo Caiado, de 76 anos, ex-governador de Goiás e candidato à presidência do Brasil pelo PSD, assim como Zema, defendeu uma amnistia “ampla, geral e irrestrita” para os envolvidos nos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o antigo presidente Jair Bolsonaro. Em causa estão as invasões e vandalismo ao Supremo Tribunal Federal, Congresso Nacional e Palácio do Planalto, em Brasília. Caiado disse que a medida serviria para “pacificar o Brasil”, argumentando que “o traço brasileiro não é de construir o ódio”.
O antigo governador anunciou a criação de uma força de cooperação entre o Brasil e os países vizinhos para garantir mais segurança. A medida apresentada durante uma entrevista à Globo, esta terça-feira, 25 de agosto, pretende combater o tráfico de droga, contrabando de armas e o crime organizado. “Isso não compromete a soberania”, aponta o candidato.
Questionado sobre uma eventual entrada de militares dos Estados Unidos no Brasil para combater as fações, Caiado afastou essa hipótese. “Não tenho por que autorizá-los. Para quê? Vamos tratar entre nós”, apontou. O candidato insistiu que os países sul-americanos devem assumir conjuntamente o combate ao crime organizado, embora tenha admitido procurar tecnologia europeia para reforçar essa estratégia.
Na economia, prometeu limitar a despesa pública a 50% do PIB através de uma alteração constitucional, mas deixou por explicar quais os cortes necessários para cumprir a meta.
Ao longo da entrevista, Caiado procurou marcar distância tanto de Lula como de Bolsonaro e apresentar a candidatura como uma alternativa na corrida presidencial.
