Depois da Polónia, drone russo invade o espaço aéreo da Roménia

CNN Portugal , PF; atualizado às 18:23
13 set 2025, 18:10
Drone Shahed (AP)

Para lidar com a ocorrência, foram mobilizados dois caças F-16 da Força Aérea Romena da base aérea de Borcea

A Força Aérea da Roménia intercetou este sábado um drone russo que sobrevoou o espaço aéreo do país, de acordo com o Ministério da Defesa local.

Para lidar com a ocorrência, avançou a mesma fonte, citada pelo portal romeno Antena3 – CNN, foram mobilizados dois caças F-16 da Força Aérea Romena da base aérea de Borcea, perto da cidade de Fetesti, às 18:05 locais, menos duas horas em Portugal Continental

As aeronaves monitorizaram a situação no espaço aéreo romeno perto da fronteira com a Ucrânia, após uma série de ataques russos às infraestruturas ucranianas no Danúbio.

O drone, diz o canal, desapareceu do radar a cerca de 20 quilómetros da localidade de Chilia Veche, nas margens do rio acima mencionado, na fronteira com a Ucrânia, tendo os destroços caído perto dessa zona.

A Direção-Geral de Situações de Emergência da Roménia chegou a enviar um alerta por mensagem para os habitantes da região, pedindo aos moradores que se abrigassem perante a possibilidade da queda de destroços.

Este incidente acontece apenas três dias após 19 drones russos terem entrado no espaço aéreo da Polónia. Segundo o primeiro-ministro do país, Donald Tusk, esta incursão “não foi um acidente”.

A Rússia alega que o ataque foi dirigido à Ucrânia e que não tinha intenção de atingir qualquer alvo na Polónia. Mas, pela primeira vez, a NATO disparou contra alvos russos.

Zelensky reage

No X, o presidente ucraniano escreveu sobre o incidente. "Isto não pode ser uma coincidência", disse Volodymyr Zelensky. "Os militares russos sabem exatamente para onde os seus drones estão a ir e por quanto tempo podem operar no ar. As suas rotas são sempre calculadas. Isso não pode ser uma coincidência, um erro ou uma iniciativa de alguns comandantes de nível inferior. É uma expansão óbvia da guerra pela Rússia – e é exatamente assim que eles agem. Pequenos passos no início e, eventualmente, grandes perdas", acrescentou.

Zelensky voltou a pedir o reforço de sanções à Rússia e reiterou também os apelas a uma "defesa coletiva". "Não esperem por dezenas de 'shaheds' e mísseis balísticos antes de finalmente tomar decisões", completou.

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