“Grande perda para os familiares e amigos mas também para o público português”: Marcelo “evoca com emoção Rogério Samora”

Agência Lusa , DCT
15 dez 2021, 15:04

Presidente destaca a “presença forte, afirmativa” do ator, que morreu esta quarta-feira

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou esta quarta-feira a "morte precoce" de Rogério Samora, considerando "uma grande perda" para o público português de "um dos mais carismáticos atores da sua geração" - que "deixou marca".

"A morte precoce de Rogério Samora, um dos mais carismáticos atores da sua geração, é uma grande perda para os seus familiares e amigos, mas também para o público português de teatro, cinema e televisão, que nele encontrou, há décadas, um intérprete de eleição", refere Marcelo Rebelo de Sousa, através de uma nota publicada no site da Presidência intitulada "Presidente da República evoca com emoção Rogério Samora".

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Rogério Samora, que estava em coma desde agosto, depois de ter sofrido uma paragem cardiorrespiratória nas gravações da telenovela “Amor, Amor”, em exibição na SIC, morreu esta quarta-feira no Hospital Amadora-Sintra, para onde tinha sido transportado na segunda-feira.

O chefe de Estado envia as suas "sentidas condolências" à família e amigos de Rogério Samora, que considera "uma presença forte, afirmativa, um ator que deixou marca, em particular no registo por natureza mais perene que é o do cinema".

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"O que permitirá às gerações futuras entender a admiração e a estima que por ele tiveram os espectadores do nosso tempo", defende também.

Apontando que foi "uma das mais constantes presenças em séries e telenovelas, somando ao reconhecimento a popularidade", o Presidente lembra ainda que "Rogério Samora fez teatro nos anos 80, com Filipe La Féria e Carlos Avilez, tendo trabalhado também com João Lourenço e Luís Miguel Cintra, entre outros; filmou com Manoel de Oliveira, José Fonseca e Costa, António-Pedro Vasconcelos, João Botelho ou Miguel Gomes, tendo-se notabilizado no Delfim de Fernando Lopes, onde encarou com brilhantismo um arquétipo do homem português de outras épocas já fora de época".

Rogério Samora contava mais de 40 anos de carreira, com um percurso marcado pela participação em dezenas de telenovelas e outras produções televisivas, como Nazaré e Mar Salgado, da SIC, Flor do Mar ou Fascínios, da TVI, depois de se ter estreado em televisão, na RTP, em 1982, em Vila Faia.

O percurso de Rogério Samora teve início no teatro, na antiga Casa da Comédia. Nascido na Amadora, fez o curso de Teatro do Conservatório Nacional e estreou-se no final da década de 1970 na peça A Paixão Segundo Pier Paolo Pasolini, de René Kalisky, levada a cena na Casa da Comédia, sob a direção de Filipe La Féria. O desempenho valeu-lhe o seu primeiro prémio, em 1981, o de Ator Revelação, da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro.

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