Rui Santos em Campo: Varandas anuncia na CNN recandidatura ao Sporting, admite interesse em Edwards, arrasa Vieira e (sobretudo) Pinto da Costa

18 jan, 01:03

Há ainda novidades sobre Rogério Alves e Nuno Santos, que se envolveu numa polémica no jogo diante do Vizela

Frederico Varandas revelou esta segunda-feira na rubrica semanal “Rui Santos em campo” que vai recandidatar-se à presidência do Sporting. Em declarações à CNN Portugal, o atual líder dos leões assumiu que a questão foi discutida com a família e que, só depois de alguma ponderação, decidiu avançar para a recandidatura.

"Não foi tabu, não tive intenção que fosse. Serei novamente candidato. Isto exigia que a minha equipa também o quisesse. Tive de falar primeiro com a minha família, é um cargo extremamente egoísta, afeta muito as pessoas à volta. Nunca pensei em não terminar o mandato, isso nunca. Quando decidi candidatar-me, saberia que venceria e acreditava que este rumo levaria ao sucesso”, afirmou. O Sporting vai a eleições já em março.

Em conversa com Rui Santos, Varandas revelou que Rogério Alves vai abandonar o cargo de presidente da mesa da Assembleia Geral do clube. O atual presidente considera que o primeiro mandato deixou o clube “muito, muito, muito melhor do que em setembro de 2018”, mesmo tendo tido de “tomar medidas muito impopulares” para terminar o que apelidou “40 anos de insucesso de forma generalizada”.

Nuno Santos repreendido, o caso Belenenses-Benfica

O presidente sportinguista explicou ainda vários detalhes em torno da polémica provocação de Nuno Santos aos adeptos do Vizela, que acabou por aquecer os ânimos no duelo entre as duas equipas. “Falei com ele [Nuno Santos] e disse-lhe o que achava. A situação gerou muito falatório por culpa do Nuno Santos. É um grande jogador, decisivo para sermos campeões nacionais. É um profissional de futebol. Sabe que vai ser insultado, tem de saber. Não vai ser sancionado internamente, mas foi advertido. Ele próprio sabe que fez mal”, explicou Varandas.

Sobre o polémico jogo entre o Belenenses e o Benfica, em que os azuis entraram em campo com nove jogadores devido a um surto de covid-19, o presidente do Sporting defendeu que não devia ter havido jogo. “Não houve uma situação semelhante nos outros campeonatos. Acho que não devia ter havido jogo. É um jogo em que os números ficam lá, num campeonato altamente competitivo. Não devia ter acontecido e é um mau episódio do futebol português”, afirmou.

Edwards interessa

Sobre o mercado de transferências, Frederico Varandas admitiu que o Sporting tem interesse em Marcus Edwards, jogador do Vitória de Guimarães, mas recusou a possibilidade de haver uma troca com Tabata.

“Temos um departamento altamente profissional de scouting, estamos sempre a ver alternativas, mas o objetivo era ficar com todos neste mercado. Não admito perder o Tabata por troca. O Edwards é um jogador que interessa à estrutura do Sporting, mas já interessava há algum tempo”, afirmou.

“Eu posso gostar muito de uma coisa, mas não ponho em risco a sustentabilidade do Sporting. À data de hoje, dificilmente vai haver alterações neste mercado”, anuncio.

Vieira não surpreende

Houve ainda tempo para falar acerca dos casos de corrupção em que o antigo presidente do Benfica se vê envolvido. Frederico Varandas não se mostrou surpreendido e apelou para que as autoridades investiguem até às últimas consequências.

"Pensamos que estes casos não são novidade nenhuma. Para ninguém o são. Acredito que a montanha não vai parir um rato. Estas escutas, as que interessam, quem é arguido e investigar até às últimas consequências”, acrescentou.

"Pinto da Costa? Não retiro uma vírgula"

Sobre as declarações que teceu acerca de Pinto da Costa, classificando o presidente portista de "bandido", Frederico Varandas garante que não mudaria nada e que apenas disse "o que todos os portugueses pensam". 

"Tenho um processo-crime por essas afirmações, mas não tiro uma vírgula ao que disse. Disse o que todos os portugueses pensam. Acredito na liberdade de expressão e acredito que não serei condenado. Já viu a gravidade das escutas em 2004, quando temos um presidente a corromper árbitros com prostitutas? Se o país considera que isso é normal, é uma razão para estar tão atrasado. No futebol parece que tudo é permitido", atacou.

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