Montenegro, Zelensky, von der Leyen, Scholz, Metsola, Majersky, Simecka, Sunak (e mais) "chocados": Robert Fico em estado crítico

CNN Portugal , DCT
15 mai, 15:35
Primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico (Associated Press)

Chefe do Governo eslovaco foi atacado a tiro

Robert Fico foi baleado após uma reunião do seu Governo na cidade de Handlova, no oeste da Eslováquia. Minutos depois de a informação ter sido avançada pela imprensa local, rapidamente membros dos governos de vários países da Europa vieram a público lamentar o ataque. O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, foi dos primeiros a reagir.

“Em nome de Portugal e em meu nome, expresso toda a solidariedade ao meu colega Robert Fico, primeiro-ministro da Eslováquia, desejando o seu total restabelecimento. Condenamos com toda a veemência este ato inaceitável e bárbaro de violência política”, escreveu Montenegro na rede social X, antigo Twitter.

“O ataque ao primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, é terrível. Condenamos veementemente este ato de violência contra o chefe de governo do nosso Estado parceiro vizinho”,  escreve o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky no X, defendendo que “devem ser feitos todos os esforços para garantir que a violência não se torne a norma em qualquer país, forma ou esfera”.

O chanceler alemão Olaf Scholz fala em “tentativa cobarde de assassinato” e diz-se “profundamente” chocado, palavras partilhadas pelo seu homólogo britânico, Rishi Sunak.

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, está "profundamente chocado com o ataque hediondo contra o meu amigo”. Também o primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, também diz estar “chocado”.

Também as representantes europeias Ursula Von der Leyen e Roberta Metsola recorreram às redes sociais para lamentar o “terrível ataque”, como escreveu a presidente do Parlamento Europeu, confessando estar “chocada” com o sucedido.

A presidente da Comissão Europeia escreveu que condena “veementemente o vil ataque”. “Tais actos de violência não têm lugar na nossa sociedade e comprometem a democracia, o nosso bem comum mais precioso”, vincou.

O presidente da Chéquia, Petr Pavel, afirma que o ataque é "inequivocamente repreensível, qualquer que seja a motivação". Petr Fiala, primeiro-ministro checo, diz que "as notícias" do ataque "são chocantes" e que "não devemos tolerar a violência", ecoando aquilo que Von der Leyen também disse: a violência "não deve ter lugar na sociedade".

Na Eslováquia, a presidente Zuzana Caputova também já reagiu e condenou o ataque. “Estou absolutamente chocada com o brutal ataque de hoje ao primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, que condeno com a maior veemência possível. Desejo-lhe muita força neste momento crítico e uma recuperação rápida. Os meus pensamentos estão também com a sua família e entes queridos”, escreveu Caputova no X.

Vários opositores de Fico apressaram-se igualmente a reagir ao acontecimento. Milan Majersky, do Movimento Democrata-Cristão (KDH), condenou o ato levado a cabo por um homem. "Estamos chocados com o ataque ao primeiro-ministro da República Eslovaca. Não podemos tolerar tais atos contra ninguém numa sociedade civilizada. (...) Desejamos ao primeiro-ministro uma rápida recuperação", disse Majersky, citado pelo Pravda.

Michal Simecka, do partido Eslováquia Progressista, disse condenar “de forma inequívoca e veemente qualquer tipo de violência”.

Mais tarde foi a vez de os presidentes de Estados Unidos e Rússia também reagirem ao ataque. Joe Biden fala num "ato de violência horrível" e garantiu que a embaixada norte-americana está a trabalhar de perto para prestar toda a assistência possível.

Já Vladimir Putin deixou uma mensagem no Telegram a condenar um "crime hediondo que não pode ter justificação".

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