Encontrado no Tejo corpo de adolescente desaparecida em Abrantes

Agência Lusa , CV
25 mai, 11:06
Poluição no rio Tejo

Jovem de 16 anos terá desaparecido ao início da tarde de sexta-feira, quando se estaria a banhar no com uma amiga. Alerta só foi dado algumas horas após o desaparecimento

O corpo da jovem de 16 anos que estava desaparecida em Abrantes desde sexta-feira foi encontrado na noite de terça-feira, nas margens do rio Tejo, confirmou à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém.

“O corpo foi encontrado junto ao açude [de Abrantes], numa das margens do rio, e retirado das águas cerca pelas 21:20, confirmando-se que é a rapariga que estava desaparecida desde sexta-feira”, disse a mesma fonte do CDOS.

Segundo avançou, o cadáver da jovem foi “recolhido e levado para o Instituto de Medicina Legal”, no hospital de Abrantes, onde “deverá ser sujeito a autópsia”.

Desde a noite de sexta-feira e até ao final da tarde de ontem, elementos e meios da PSP, dos bombeiros e da proteção civil estiveram junto ao rio Tejo, em Abrantes, à procura da jovem, tendo o corpo sido avistado no rio por populares, que se haviam juntado às buscas.

Uma vez que a jovem terá desaparecido ao início da tarde, quando se estaria a banhar no rio Tejo com uma amiga, e o alerta só foi dado pelas 22:30, a Polícia Judiciária de Leiria foi chamada a intervir para tentar esclarecer os factos.

Fonte da PSP de Abrantes disse à Lusa no sábado que as duas jovens “não tiveram aulas, devido à greve da função pública [na sexta-feira], e ter-se-ão ido banhar para o rio Tejo, na zona do Aquapolis, em Rossio ao Sul do Tejo, em Abrantes”.

O alerta foi dado pelas 22:17 pela amiga, mas o “alegado desaparecimento terá acontecido durante a tarde”, quando a corrente do rio terá arrastado a jovem, que não conseguiu chegar à margem.

“Talvez por medo ou outra razão, a rapariga só mais tarde alertou os pais. As buscas iniciaram-se pelas 22:30” daquela sexta-feira, explicou ainda a PSP de Abrantes.

Ao longo dos últimos quatro dias estiveram dezenas de operacionais no terreno, com vários meios e drones da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, numa operação que envolveu o esvaziamento do açude insuflável para fazer baixar as águas do rio e ajudar aos trabalhos de busca dos mergulhadores e operacionais, equipados com drones e um sonar.

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