Ver o Rio de Janeiro do céu ficou mais difícil. Sucessivos acidentes levam a mais fiscalização

20 ago, 14:18
Cristo Redentor
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Treze pessoas morreram em acidentes de helicóptero na cidade carioca desde o início do ano. Dez num espaço inferior a dois meses

O Rio de Janeiro vive um ano particularmente negro no que diz respeito à segurança das operações de helicópteros. Desde janeiro, acidentes com este tipo de aeronave provocaram 13 mortos na cidade, num cenário que levou as autoridades brasileiras a reforçar a fiscalização sobre os voos panorâmicos.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu as operações de quatro empresas que realizavam voos turísticos sobre a cidade: VRP, Broad Fly, Nobre Turismo e Mr. Top Fly. A decisão surge após uma primeira fase de fiscalização a nove empresas e 18 helicópteros. Nove aeronaves acabaram também impedidas de realizar voos panorâmicos.

A fiscalização identificou problemas no controlo operacional, na manutenção das aeronaves e nos registos dos voos. A Anac está ainda a investigar a eventual existência de alterações ou omissões nos diários de bordo, nomeadamente situações em que o tempo de determinadas operações poderá não ter sido integralmente contabilizado. 

O acidente mais recente ocorreu a 8 de agosto, junto à Vista Chinesa, no Parque Nacional da Tijuca. Um helicóptero Robinson R44, operado pela VRP, caiu numa zona de mato de difícil acesso, provocando a morte do piloto e de três turistas colombianas. Foi o terceiro acidente fatal com helicópteros registado este ano na cidade do Rio de Janeiro.

Vítima do último acidente de helicóptero era influencer com milhares de seguidores

A queda do helicóptero na zona da Vista Chinesa, no Rio de Janeiro, provocou a morte de quatro pessoas, entre as quais Sofía Murillo, uma adolescente colombiana de 17 anos. A jovem viajava de férias com a mãe, Wendy Manrique, e a avó, Rocío Cubillos, quando decidiram realizar um voo panorâmico sobre a cidade. As três morreram no acidente, juntamente com o piloto da aeronave, Alessandro Rocha.

Sofía era conhecida nas redes sociais, onde reunia uma comunidade de mais de 250 mil seguidores e partilhava regularmente conteúdos sobre a sua vida e viagens. A morte da adolescente gerou uma onda de homenagens. 

O helicóptero tinha descolado do Aeroporto de Jacarepaguá para um passeio turístico com destino à zona do Cristo Redentor, mas acabou por cair. As causas do acidente continuam a ser investigadas pelas autoridades brasileiras.

Recorde-se que a 14 de junho um outro acidente, também no Rio de Janeiro, na zona do Recreio dos Bandeirantes e que envolveu dois helicópteros que chocaram no ar, provocou a morte de seis pessoas. Morreram os dois pilotos e quatro passageiros, entre os quais o cantor norte-americano Oliver Tree e o humorista argentino Gaspi.

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