Guerreiros dão um Panzo em falso
O Sp. Braga perdeu na deslocação a Vila do Conde e deixou o FC Porto voltar a isolar-se no 3.º lugar. Em vésperas de receber os dragões, entre ofertas e azares, a formação bracarense claudicou perante um Rio Ave bem organizado e mais aguerrido. Roger Fernandes e Robson Bambu saíram lesionados e podem falhar o embate com os portistas.
Numa falha de Hornicek, Clayton abriu o marcador. Fran Navarro fez o empate pouco depois e, na segunda metade, Panzo teve cabeça para dar os três pontos ao Rio Ave, que subiu ao 10.º lugar. A formação rioavista já não ganhava há cinco jogos. Já o Sp. Braga, que terminou o jogo em inferioridade numérica, regressou às derrotas sete jogos depois.
Clayton e Navarro a marcar
Depois da eliminação da Taça de Portugal, Carlos Carvalhal fez três alterações na equipa. No eixo da defesa Arrey Mbi deu o lugar a Robson Bambu, enquanto no meio-campo saiu Racic e entrou Gharbi. Já a frente de ataque foi entregue a Fran Navarro em detrimento de El Ouazzani. Já Petit mudou apenas uma peça, no lado esquerdo da defessa, no onze que perdeu com o Estoril. Omar Richards foi para o banco de suplentes e foi rendido por Panzo, que jogou na zona central e foi Abbey que fletiu para a esquerda.
Os bracarenses entraram na partida muito dados, oferecendo duas bolas de golo aos vilacondenses. Na primeira, Clayton deslumbrou-se com a forma fácil que apareceu na cara do golo e demorou tanto tempo a rematar que Paulo Oliveira lhe roubou o esférico. Pouco depois, o avançado brasileiro foi lançado em profundidade, contudo Hornicek foi mais rápido a sair da baliza. Ainda assim, na hora de aliviar, o guardião bracarense escorregou e a bola sobrou para Clayton marcar.
A turma arsenalista acordou e cinco minutos depois chegou ao empate. Chissumba trabalhou bem na esquerda e deu para o coração da área onde Fran Navarro, à meia-volta, não perdoou. Os bracarenses estavam melhores no desafio, mas os locais nunca deixavam de espreitar o ataque. Ainda assim, foram os forasteiros a ficar mais perto do golo. Roger, que acabou por ser substituído devido a lesão, aqueceu as mãos a Miszta e Gharbi fez o mesmo. Ainda assim, o empate persistiu até ao descanso.
Mais Rio Ave valeu triunfo
O intervalo fez bem aos locais. O Rio Ave entrou mais acutilante e com maior dinâmica ofensiva e com mais chegada à baliza bracarense. Vrousai, Olinho e Clayton tentaram chegar ao golo com remates de fora da área, todavia erraram o alvo. O golo acabou por chegar, em cima do minuto 70, de bola parada. Canto batido à esquerda por Aguilera e Panzo, na pequena área, a cabecear para o fundo das redes.
Os vilacondenses voltavam a chegar à vantagem, mas a resposta do Braga foi imediata, embora com menos eficácia. Jogada de Chissumba na esquerda, o esférico sobrou para Ricardo Horta que rematou de primeira para excelente defesa de Miszta. Os técnicos foram refrescando as equipas e Carlos Carvalhal, numa altura em que já tinha esgotado as substituições, voltou a ter uma contrariedade. Robson Bambu lesionou-se e deixou a formação bracarense a jogar em inferioridade numérica.
Até ao final os bracarenses ainda tentaram chegar ao empate e Ricardo Horta teve essa oportunidade, mas o cabeceamento à boca da baliza saiu por cima da barra. No estádio onde os dragões deixaram dois pontos, os guerreiros deixaram os três.
