Luís Freire: «É uma resposta para aqueles que duvidaram do Rio Ave»

15 mai, 13:29
Rio Ave-Chaves

Treinador campeão da II Liga lembra que esta foi a sétima subida da carreira dele e mostra-se otimista relativamente ao futuro: «Acredito que vou ficar na primeira e que um dia vou poder celebrar na primeira também»

Luís Freire, treinador do Rio Ave, em declarações à Sport TV após a vitória sobre o Desp. Chaves e a subida dos vilacondenses à Liga:

«Sabíamos que o jogo era contra uma grande equipa, que estava na luta direta connosco. Sabíamos que ia ser complicado, no entanto entrámos muito bem, à campeão e como temos entrado nos jogos. Tivemos uma atitude enorme e fizemos logo a diferença. E conseguimos superiorizar-nos na primeira parte. Gerimos bem até ao intervalo e na segunda parte já sabíamos que o Chaves ia arriscar. Mas tínhamos o plano definido na nossa cabeça e correu bem porque fizemos o segundo golo e a partir daí o jogo é todo nosso. Foram três e podiam ser quatro.

De ressalvar que é mais do que justo o Rio Ave ser campeão. Ganhou os duelos diretos todos: teve melhor vantagem sobre o Chaves e sobre o Casa Pia. E fez 70 pontos, uma pontuação muito alta. E as sensações são de alegria, de euforia, de agradecimento e de gratidão aos meus jogadores, porque foi um grupo absolutamente fantástico de grandes jogadores e grandes homens. E isso foi o que fez a diferença: um grupo de jogadores muito unido, coeso, sempre a ajudar o treinador. E o público esteve cada vez mais com a equipa ao longo do tempo. E acaba assim, num cenário fantástico. Quero agradecer a toda a gente, em especial à minha família: ao meu pai, à minha mãe, à minha irmã, à minha mulher e família próxima. E também é uma resposta para aqueles que duvidaram do Rio Ave: é mais uma subida, a sétima que eu tenho.

[Plantel forte e montado para subir. Qual foi o segredo?]

«Era difícil porque aos adversários deu jeito dizer que o Rio Ave tinha de ganhar o campeonato. Pressionarem-nos dessa forma. Houve adversários que não quiseram assumir a candidatura e que gastaram tanto ou mais do que nós. Mas não assumiram. Remodelámos muito o plantel, mas escolhemos muito bem os jogadores: e esse foi o segredo. Sabíamos da personalidade dos jogadores. Nos momentos de euforia perdemos um bocado o pé e foi difícil estabilizar. Depois, surgiram críticas, que é normal quando não se ganha, mas houve sempre estabilidade ali dentro, que é o mais importante. A partir de uma certa altura os jogadores perceberam como se ganham jogos na II Liga, onde por vezes o jogo é mais físico e as equipas são muito equilibradas. Deixámos de ser tão espetaculares numa determinada altura, mas fizemos 40 pontos na 2.ª volta, o que foi enorme.»

[Acredita que o Rio Ave é equipa para ficar na Liga?]

«Eu vim da distrital. Com 34 anos subi pela primeira vez à Liga [n.d.r.: com o Nacional] e com 36 subo a segunda. Acredito que vou ficar na primeira e que um dia vou poder celebrar na primeira também.»

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