CRÓNICA || Foi sem o brilho mais brilhante do Sporting de Rui Borges, mas chegou para vencer e aproveitar dois brindes de uma só vez
Começou difícil, bem difícil, mas foi-se simplificando e acabou de forma tranquila. A visita do Sporting ao Rio Ave era crucial para os leões poderem continuar a sonhar com os milhões da Liga dos Campeões, e ninguém vacilou nessa tarefa.
Nem mesmo depois de, ao minuto 12, Diogo Bezerra ter finalizado um contra-ataque do Rio Ave, que se colocou em vantagem cedo no marcador, fazendo disparar festejos no Estádio da Luz, que à mesma hora assistia ao Benfica-SC Braga, que acabou empatado num jogo de nervos até ao último segundo.
Noutro tipo de nervos entrou o Sporting, que ainda assim tentou reagir, ainda que muitas vezes de forma errática e precipitada.
Depois de pedir penálti por duas vezes e ver os pedidos negados, Luis Suárez caiu uma terceira vez na área do Rio Ave, dessa vez para ser mesmo assinalado o castigo máximo.
Estávamos no minuto 35 e tudo mudava a partir daí, com o próprio do colombiano a assumir a responsabilidade de empatar a partida em Vila do Conde. Bola para um lado, guarda-redes para o outro e penálti mais clássico não há.
Sem muita vontade de voltar ao rame-rame inicial, o Sporting carregou mais depois disso, chegando rapidamente ao 1-2, numa infelicidade de Gustavo Mancha, que colocou a bola na própria baliza de forma até algo caricata. Quem não viu este golo basta recordar-se do autogolo de Martim Fernandes contra o Nottingham Forest. Quem não viu nenhum, o melhor é ver os dois.
Não é coisa inédita, mas é coisa rara. Mais raro ainda é ver dois golos destes em tão curto espaço de tempo. Quase que se pode dizer que o FC Porto inventou a moda e agora há quem se lhe siga. Desta vez para júbilo do Sporting.
Em dia de menor inspiração, o Sporting aproveitou o brinde da melhor forma, colocando a partir daí o jogo no congelador, situação para a qual contribuiu, e muito, a expulsão de Petrasso, que já tinha visto um amarelo no lance do penálti e viu outro no início da segunda parte.
Descansado, o Sporting atingiu a segurança num golaço de Francisco Trincão, passando a deslizar pelo campo de forma tranquila, até porque da Luz iam surgindo boas notícias, noutro brinde da noite que favoreceu o Sporting.
Sem o fogo de outrora, o Sporting acaba por cumprir com o que se lhe pedia. Falta agora uma final no campeonato, numa receção ao Gil Vicente que pode valer a diferença entre milhões e tostões.
