Está ainda prevista uma conferência de imprensa
A delegação de Moscovo já avançou a agenda e o horário para o encontro entre Putin e Trump no Alasca: a reunião decorre às 11:30 locais, 20:30 em Portugal continental, na base militar de Elmendorf-Richardson, em Anchorage.
Segundo o conselheiro presidencial russo Yuri Ushakov, a delegação russa incluirá o ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, o próprio Ushakov, o vice-primeiro-ministro Andrei Belousov, o ministro das Finanças, Anton Siluanov, e Kirill Dmitriev, enviado especial da Rússia para assuntos económicos e de investimento.
O encontro começa com uma reunião entre Putin e Trump, que não será a sós porque vão estar acompanhados dos respetivos intérpretes. Seguir-se-á uma reunião alargada com as delegações e um pequeno-almoço de trabalho. No final, os dois líderes darão uma conferência de imprensa conjunta para encerrar a cimeira.
A cimeira será a primeira entre os líderes de Estados Unidos e Rússia desde que Moscovo lançou a invasão em grande escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022, que desencadeou um conflito considerado como a situação mais grave de segurança na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
O presidente ucraniano não foi convidado para estar presente na reunião de sexta-feira, mas já se opôs à possibilidade levantada por Donald Trump de haver cedências de território.
Os aliados da Ucrânia da chamada Coligação de Voluntários, liderada por França, Reino Unido e Alemanha, defenderam esta quarta-feira que as sanções à Rússia devem ser reforçadas se o Presidente Putin rejeitar um cessar-fogo na cimeira do Alasca.
Reunidos por videoconferência na quarta-feira, também com a participação do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, os países da Coligação de Voluntários sublinharam que estão prontos para desempenhar um “papel ativo” na prestação de garantias de segurança à Ucrânia para uma futura paz, em particular através do destacamento do que designam como “força de tranquilização” quando as hostilidades cessarem.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991 - após o desmoronamento da União Soviética - e que tem vindo a afastar-se da esfera de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia a cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado, em ofensivas com ‘drones’ (aeronaves não-tripuladas), alvos militares em território russo e na península da Crimeia, ilegalmente anexada por Moscovo em 2014.
