Taça Liga: Benfica-Boavista, 1-1 (3-2 g.p.) (crónica)

Adérito Esteves , Estádio Magalhães Pessoa, Leiria
25 jan, 21:59

Salvar a época deste Benfica parece tão provável como ganhar a lotaria

«A conquista da Taça da Liga não vai salvar a época do Benfica.»

A frase de Nelson Veríssimo na antevisão à meia-final da prova, diante do Boavista, pretendia mostrar ambição.

A ambição de um clube grande, que não se pode contentar em vencer a terceira prova do panorama do futebol português, numa fase em que está afastado da Taça de Portugal e vê a possibilidade de chegar ao título nacional longe.

Só que a ambição de um clube como o Benfica não pode existir apenas num discurso demasiadas vezes previsível.

E dentro de campo, apesar de as águias terem feito uma primeira parte com alguma qualidade, chegando ao intervalo a vencer por 1-0, e com pelo menos mais duas oportunidades para marcar, viu-se muito pouca ambição do Benfica.

E se isto é verdade para a primeira parte, o que dizer da segunda?

Boavista.

Dizemos Boavista.

A equipa de Petit foi a única que tentou vencer o jogo, verdadeiramente.

O empate chegou logo aos 52 minutos, com Sauer a marcar de penálti, aproveitando uma infantilidade de Morato. E depois daí, houve um jogo que só deu xadrez.

Ambição. Lembramo-nos todos?

Após sofrer o golo do empate, o Benfica desapareceu do jogo. Como que rendido a uma pequena adversidade.

E a pantera cresceu. E cresceu. E só as defesas de Vlachodimos permitiram que os ataques do Boavista fossem apenas ferindo o ego benfiquista. Mantendo o resultado inalterado.

Musa – que belo avançado, o croata! – ameaçou de pé esquerdo, ameaçou de cabeça e ainda viu um remate de Hamache ter o mesmo desfecho que os seus: defesa de Vlachodimos.

E o Benfica, nem vê-lo.

Veríssimo lançou Gil Dias e Gonçalo Ramos, primeiro. E nada.

Depois tentou ir lá com Meité e Radonjc. E nada.

Aos 88m, trocou Yaremchuk por Pizzi. E o médio internacional português fez o que de melhor se viu do Benfica na segunda parte: um remate que Bracali desviou a custo para fora.

Depois, vieram os penáltis. Uma ‘lotaria’, costuma dizer-se.

Aí, o Benfica foi mais feliz. O Boavista falhou os três primeiros. O Benfica só falhou o primeiro por Pizzi e o quarto por Vertonghen, e garantiu o apuramento para a final.

Mas a mostrar a face que mostrou nesta terça-feira, é tão provável o Benfica salvar a época como cada português ganhar a lotaria.

Pode acontecer. Mas só por milagre.

 

 

 

 

 

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