O futebol em «terras de pão e gentes de paz»

29 jan, 09:53

O Maisfutebol acompanhou o Vasco da Gama da Vidigueira no dia em que a equipa da distrital de Beja recebeu o V. Guimarães no coração do Alentejo para a Taça de Portugal

Este é um fim de semana especial. A MF Total chega à edição mil: um número redondo e sintomático da importância que a revista tem assumido na história do Maisfutebol. Para celebrar esta data, viajámos no tempo. Oito jornalistas elegeram a reportagem que mais os encantou escrever. Esta é a escolha de David Marques, foi publicada a 16 de outubro de 2017 e viaja pela Vidigueira à descoberta da pureza do futebol em dia de Taça.

Boas leituras.

António Galvão tem dormido pouco nos últimos dias. Neste sábado levantou-se antes do nascer do sol e ainda nem eram 8 da manhã e já estava no Municipal da Vidigueira.

O presidente do Clube de Futebol Vasco da Gama não quer que nada falhe num dia que será histórico para o emblema do Baixo Alentejo ao qual está ligado há 39 anos e que vai receber pela primeira vez em mais de sete décadas de vida uma equipa do principal escalão do futebol nacional. Quando o Maisfutebol chega ao estádio, por volta das 09h40, António Galvão está atrás de uma banca a liderar a venda de bilhetes e de cachecóis alusivos ao jogo.

Percebe-se à primeira que é mais homem de assumir do que de delegar tarefas. «Este clube foi o meu primeiro filho. Depois tive mais dois, mas este foi o primeiro. É preciso alguém que migue as sopas, como dizemos aqui. E aqui quem miga as sopas sou eu. Tenho de dar o exemplo. Faço o que tiver de ser e se for preciso também tiro imperiais», diz.

Desde que o sorteio da 3.ª eliminatória da Taça de Portugal colocou o V. Guimarães no caminho desta equipa da 1.ª Distrital de Beja que o trabalho não tem parado. De 28 de setembro até este sábado foi preciso assegurar que estavam reunidas todas as condições para que a Taça fosse a uma região que representa mais de um terço da área de Portugal continental mas onde a nata do futebol nacional já raramente chega.

«O capitão do comando disse logo a quem veio cá fazer a vistoria que o jogo ia ser na Vidigueira. Nem que ele tivesse de meter um agente por adepto! Mas também avisou que não deixava entrar pessoal alcoolizado no estádio», dispara um elemento da equipa.

O Vasco da Gama da Vidigueira chegou à 3.ª eliminatória da Taça de Portugal com um misto de sorte e mérito. Hugo Relíquias, treinador da equipa alentejana, não tem problemas em assumi-lo quando lembra a repescagem após a derrota com o Lusitano Évora no arranque a prova e o triunfo forasteiro por 3-2 em casa dos transmontanos do Águia Vimioso.

Hugo tem 38 anos. É natural ali de perto, de Oriola, mas vive na Vidigueira, paredes-meias com o estádio. É adepto do Benfica, fã de Jorge Jesus e descreve-se como um «apanhado por futebol». «A minha mulher, que é presidente aqui da Junta, confirma-lhe se quiser. Antes via 14 jogos por fim de semana, mas agora estou melhor: vejo 12 [risos]», dispara antes de soltar uma gargalhada.

Hugo Relíquias foi guarda-redes mas teve de pendurar as luvas há meia-dúzia de anos, após um jogo de distritais contra o São Marcos. «Tive uma lesão grave num choque com o Pitico. Lembras-te do Pitico do Farense? Ele mesmo. Nessa altura eu já era jogador/treinador, mas no ano seguinte o mister saiu e disse que eu era a pessoa indicada para o lugar dele. Estivemos 16 jogos sem perder. No segundo ano construí um plantel à minha imagem e fui despedido ao fim de quatro jornadas por este presidente: zero vitórias e acho que nem um golo tínhamos feito», recorda.

Depois de uma incursão pelos juniores do Moura e pelo Oriolense, voltou na época passada ao Vasco da Gama da Vidigueira. Discutiu a subida até ao último sopro com o Castrense, que acabou por subir aos nacionais.

É nele e nos seus jogadores que os olhares das gentes da terra e não só vão estar focados quando a bola começar a rolar contra o Guimarães, mas Hugo não se mostra nervoso. «Temos de desfrutar. Este vai ser o jogo mais fácil para nós», diz a menos de cinco horas do apito inicial da partida com o V. Guimarães.

O plantel do Vasco da Gama da Vidigueira, equipa completamente amadora, combinou encontrar-se no estádio às 10 horas da manhã. É por lá que jogadores e staff ficam até saírem a pé antes do meio-dia para «A Cascata», um restaurante situado no centro da vila. A ideia era começar a sentir o pulso dos adeptos, que já pré-aquecem com a ajuda de vinho, cerveja e muita comida.

«Era pegar neles e levá-los para a adega. Aí o Vitória não nos ganhava, de certezinha», dispara um adepto enquanto o Maisfutebol mete conversa com Júlio Azevedo, um antigo craque agora com 56 anos que chegou a ir treinar ao Benfica há quase 40 anos, eram os encarnados orientados pelo inglês John Mortimore. Começou no União de Santarém, passou pelo outro Vasco da Gama – de Sines – na segunda divisão e diz que podia ter chegado longe, mas uma tuberculose acabou-lhe com o sonho. Assentou arraiais na Vidigueira, tem seis ópticas e é um dos patrocinadores da equipa da terra.

Antes da chegada ao restaurante, o plantel do Vasco da Gama faz uma paragem pelas bombas de gasolina. Bebe-se café, põe-se a leitura em dia e tenta-se a sorte nas apostas.

«Aqueles ali são todos viciados no placard», brinca Hugo Relíquias. Nesta altura ainda não parece haver semblantes excessivamente preocupados, mas já se nota alguma tensão no ar pelo aproximar do grande momento.

José Maria Navas, central e capitão da equipa, está tranquilo, garante.

«O que é que fiz ontem à noite? Bebi uns canecos.»

«Olha que o homem vai escrever isso na reportagem», avisa um adepto.

«Quero lá saber. Eu não sou profissional», atira sem preocupação.

Navas (à direita na foto) durante a palestra que antecedeu o jogo

Esta não será a estreia de Navas contra o V. Guimarães em jogos da Taça de Portugal. Na época 2011/12 jogava no Moura, que esteve perto de «fazer taça» na Cidade Berço. A equipa alentejana esteve a vencer durante 70 minutos, sofreu o empate no último minuto do tempo regulamentar e só caiu no prolongamento.

Navas tinha na altura 21 anos e fez uma exibição sólida que agradou aos dirigentes da equipa orientada na altura por Rui Vitória.

«Logo a seguir ao jogo, ainda eu estava de pitons de alumínio, levaram-me até ao presidente. Já dava aquilo por fechado. Até me perguntaram se eu queria ficar logo lá. Se dependesse de mim, tinha ficado, mas só tinha um fato de treino e tinha de ir a Moura buscar roupa», recorda.

A situação acabou por complicar-se e Navas acabou por nem fazer as malas. «O Moura exigiu mais do que aquilo que eles ofereciam e ficou por aí. Garreei com eles e já nem ponho os pés no estádio, mas porque não quero. Fiquei lixado… tinha 20 anos e podia tornar-me profissional. Agora já não penso nisso: sou engenheiro agrónomo e trabalho no campo com o meu pai.»

Apesar do plantel do Vasco da Gama da Vidigueira ser composto unicamente por jogadores amadores que recebem, no máximo, prémios de 150 a 200 euros por mês em função da presença em treinos e da participação em jogos, são várias as histórias de sonhos que não estiveram assim tão longe de se tornarem realidade.

Pedro Calhau, avançado móvel de 25 anos, chegou a ir treinar ao Centro de Estágios do Benfica há dez anos. «Observaram-me no Torneio Lopes da Silva, onde estive top. Eu era o capitão e marquei os únicos dois golos da nossa seleção de Beja. Estive a treinar com o Diogo Figueiras, o Roderick, o David Simão e o Nelson Oliveira, que tinha acabado de chegar ao Benfica. Como é que me safei? Estive muito bem, por acaso. Eles queriam-me, mas tinham vários jogadores parecidos comigo. Não disseram logo que eu ficava, mas se quisesse podia ficar uma época na equipa B com tudo pago.»

«O que falhou, então?»

«O Despertar não deu a carta. Foram muito… enfim, isto fica sempre aqui», diz enquanto aponta para a cabeça.

Pouco depois das 12h00 é servido o almoço. Sopa e bife grelhado. A hidratação faz-se à base de água e sumo de laranja. Aqui e ali há um ou outro jarro de vinho branco, um dos ex-líbris do concelho, que tem a maior área de vinha para produção de brancos da zona, com mais de mil hectares.

A meio da refeição entra no restaurante a direção do Vitória, liderada pelo presidente Júlio Mendes para aquilo que era suposto ser um almoço entre direções. Em representação da terra e do Vasco da Gama estão vereadores e os presidentes da câmara, da Assembleia Municipal e da Associação de Futebol de Beja, mas António Galvão não comparece.

Mais tarde, o presidente explica-se. «Era muito mais lógico ter ido almoçar com eles, claro que reconheço isso. Um colaborador nosso até telefonou a perguntar se não aparecíamos e disseram-lhe que o presidente estava a vender bilhetes e a tirar imperiais. E é verdade: você viu isso. É o que eu gosto de fazer e era importante estar aqui hoje. Mas de certeza que quem lá esteve fez bem as honras da casa», desvaloriza.

Apesar de este ser um dia histórico para Vasco da Gama da Vidigueira, não houve uma quebra substancial de rotinas.

«A única diferença é que o clima está um bocadinho diferente hoje e nunca costumamos almoçar fora antes dos jogos em casa», conta Rúben Borracha, defesa de 21 anos e um dos dois jogadores da equipa que trabalham na Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito, grande empregadora da região. Também ele, agora um ajudante de adegueiro, tentou a sorte quando era mais novo num «grande». «Fui treinar à Academia do Sporting em iniciado. Ficaram de me dizer alguma coisa, mas não me disseram nada», recorda.

Enquanto as portas do profissionalismo não se abrem é preciso fazer pela vida. Para alguns, o sonho já ficou para trás, mas para outros a esperança ainda resiste. É o caso de Zé Luís, guarda-redes de 22 anos que vai ser titular logo à tarde. «Gostava de seguir o caminho do profissionalismo. Vou tentar fazer uma boa exibição e pode ser que… há sempre clubes a ver.»

No ano passado esteve perto de entrar no tal caminho que referiu, mas o trabalho na Adega Cooperativa pode ter-lhe cortado as pernas.

Ou não: nunca saberá. «Fomos fazer um jogo de pré-época contra o Debreceni no Algarve. No final o treinador de guarda-redes deles quis falar comigo porque gostou da minha exibição. Queriam que eu ficasse com eles até ao fim do estágio, mas tive de vir para cima por causa do trabalho na Adega Cooperativa. Podia estar na Hungria mas tive de ir trabalhar», lamenta.

O Debreceni, vencedor de sete campeonatos húngaros nos últimos 13 anos…

Zé Luís, que tem como imagem de marca os pontapés de baliza longos – «nas camadas jovens cheguei a marcar golos de baliza a baliza» - não disfarça o nervosismo já depois da chegada ao Municipal.

Falta agora cerca de uma hora e meia para o início da partida, o autocarro do Vitória já chegou e a agitação lá fora já é muita. Como filho da terra – jogou sempre no Vasco da Gama – sente mais o ambiente mas não vai acusá-lo durante o jogo, apesar dos seis golos sofridos que acabará por sofrer.

«Uma pessoa tenta controlar os nervos. Até controlei durante a semana, mas já não está a dar desde que chegámos aqui. Isto mexe muito com uma pessoa. Há bocado fui à casa de banho no restaurante e estava lá uma pessoa a dar-me apoio. Seja o que Deus quiser.»

Dentro de escassos minutos todos os jogadores vão ter a certeza de qual será o onze que começará a batalha desigual contra um dos históricos do futebol português. Será um momento em que a felicidade e a desilusão vão caber no pequeno balneário.

Hugo Relíquias admite que foi angustiante tomar opções. Sabe que todos os jogadores queriam ir a jogo, mas só pode utilizar 14 e alguns nem poderão ir para o banco de suplentes. Numa pequena sala ao lado do balneário, nem o treinador consegue disfarçar agora alguma tensão. O silêncio é quase sepulcral e é apenas cortado pelas poucas perguntas lançadas pelo Maisfutebol e pelo vaivém dos adjuntos, encarregados de dar moral a quem ficou fora das opções.

No balneário começa a palestra a transmitir aos jogadores as dificuldades sentidas na escolha do onze inicial. A conversa dura cerca de um quarto de hora. Tem apontamentos humorísticos para retirar carga ao momento, frases fortes e, naturalmente, algum vernáculo à mistura.

«Sabem qual é a probabilidade de se ganhar o Euromilhões?»

«Zero vírgula zero, zero…»

«Mas o que é certo é que há sempre alguém que o ganha, que acerta no cabrão dos cinco números e nas duas estrelas e com uma probabilidade sempre baixa. Acho que nós temos um por cento. E durante o jogo ela vai crescer ou diminuir.»

O treinador puxa para a conversa declarações de Pedro Martins, homólogo do V. Guimarães, na antevisão ao jogo. «Disse que nós, uma equipa quatro escalões abaixo, tínhamos seis rotinas diferentes de saídas para o ataque e que sabíamos o que fazíamos.»

A tensão no ar é cortada por um momento que provoca gargalhadas no plantel. Uma braçadeira personalizada que é entregue ao único estrangeiro do plantel: Gonzalo Gorigoitia, mais conhecido por chileno. Excepcionalmente, vai ser ele o capitão neste sábado, um dia especial para ele, ou não tivesse chegado a jogar no V. Guimarães em idade juvenil.

«Fui com 15 anos para lá. Perguntaram por mim no Lopes da Silva e eu nem fui a esse torneio, porque apesar de viver em Portugal desde os cinco anos, ainda não tenho nacionalidade portuguesa. Estive lá um ano e pouco. Jogava e até treinava com os juniores e por aí fora. Joguei com o João Aurélio, com o Cláudio Ramos e com o Cafu, que está agora em França», conta.

Minutos antes de a partida começar estão 33 graus na Vidigueira.

Tempo abafado, vento nulo, mas céu totalmente coberto pelas nuvens: «Este tempo favorece-os. Se estivesse este calor e sol, eles iam penar. Nós também, mas eles iam penar muito mais, pode ter a certeza», diz um popular.

O Municipal está apinhado de gente. A pequena bancada, com não mais do que 200 ou 300 cadeiras, está cheia e os restantes adeptos concentram-se à volta no campo.

Há quem comente até que há populares, desligados das lides futebolísticas locais, que só neste sábado souberam que o pelado já foi substituído por um sintético.

Os adeptos do Vitória começam a chegar já perto do apito inicial do árbitro Nuno Almeida, mas um dos mais fervorosos já lá está: chama-se Joaquim Tadeu e motivou o interesse dos jornalistas pelo amor incondicional ao clube minhoto. Logo ele que é o speaker do Vasco da Gama.

Tadeu, o speaker de coração vitoriano: «O número 1 primeiro clube; o dois é o segundo.»

«Nasci lá, mas vim para cá dar aulas de música. Sempre disse que se ficasse no Alentejo ficaria a viver num monte na Vidigueira: e há 12 anos que isso acontece. Não tem problemas em assumir que, apesar do clube alentejano ocupar um lugar especial no coração, vai torcer mais pelo Vitória.

«Tenho andado com o carro aqui na terra com o hino do Vitoria a tocar. Mal paro o carro é só gritar Vitóóória: Desde o dia do sorteio! Sou vitoriano a 200 por cento. Vê lá tu que uma das coisas que me custou mais foi ter e mudar o cartão de cidadão de Guimarães para a Vidigueira», dispara antes de acrescentar com orgulho que os dois filhos – vitorianos como o pai, claro está – vão levar a bola de jogo para o relvado.

Chegou o momento que todos esperavam. O apito inicial do jogo da 3.ª eliminatória. O V. Guimarães, que daqui por uns dias vai a França medir forças com o Marselha para as competições europeias, está agora no sintético do Municipal da Vidigueira a medir forças com uma equipa da 1.ª divisão distrital da Associação de Futebol de Beja.

«Quando começar o jogo vou-me esquecer que eles são da I Liga», disparava um jogador da equipa sensivelmente hora e meia antes do encontro.

Só que a equipa de Pedro Martins não facilita. Ainda que sem alguns dos habituais titulares, entra compenetrada e séria na partida. Abre o marcador aos 5 minutos, amplia aos 15 e aos 27 já vence por 3-0. É outra loiça e nota-se isso principalmente no jogo pelo ar, reconhece mais tarde o treinador da equipa da casa.

Na zona destinada aos jornalistas – foram mais de 30 as credenciais emitidas – começa a desenhar-se um autêntico massacre. Antes do jogo, Hugo Relíquias partilhava apenas um receio: o de sofrer uma goleada de dez dígitos.

Não chegará a tanto e o Vasco da Gama reage bem aos três golos sofridos e oferece uma prenda às gentes da terra ao minuto 31. Lançado por Soudo nas costas dos centrais, Pázinho atira com frieza para o 3-1. Com as poucas armas que tem, a equipa da casa termina até a primeira parte em cima do Golias e a ameaçar por duas vezes reduzir para a diferença mínima.

Fisga contra metralhadora. Quem diria…

No segundo tempo, o desgaste começa a pesar e os visitantes chegam ao 4-1, mas o resultado só assume contornos pesados já com o minuto 90 à vista, quando Texeira bisou num espaço de três minutos.

Foi meia dúzia, mas o sentimento geral é de que o futebol alentejano saiu dignificado.

No final, Pedro Martins elogia a réplica do Vasco da Gama e elogia Pázinho, o «número 7 que esteve um pouco acima dos restantes colegas». Mais tarde envia até uma SMS a Hugo Relíquias, interessado em saber o que pode dar noutros patamares.

«É sempre assim. Não jogou bem só porque era o V. Guimarães. No próximo domingo ele vai ter a mesma atitude e de certeza que se foi embora f... com o resultado. Sabes quantos treinos fez ele esta semana? Zero», diz ao Maisfutebol Hugo Relíquias.

Pázinho, que está na tropa em Lisboa, fala aos jornalistas sobre jogo e o golo marcado, o cumprir de um objetivo da equipa: marcar um golo a uma equipa profissional. «Eles treinam todos os dias e nós só três vezes por semana. O resultado acaba por ser um bocadinho pesado, mas nós sabíamos que isto provavelmente ia acontecer: são muito superiores a nós. O importante foi que nos batemos bem contra uma equipa profissional que treina diariamente e acho que temos de estar orgulhoso.»

O cumprimento entre os treinadores no final do jogo: «Disse-lhe: 'Pedro, isto não está fácil para ti este ano, mas nota-se que os jogadores estão contigo'», confidenciou o treinador do Vasco da Gama ao Maisfutebol

António Galvão, o presidente faz-tudo, mal conseguiu ver o jogo: andou de um lado para o outro, absorvido com os afazeres. «Nem vi o jogo ao lado do presidente do Vitória. Mas disseram-me ali que terminámos muito bem a primeira parte. Hoje temos de estar felizes porque correu tudo bem. Foi uma grande festa não só para a Vidigueira mas para o Alentejo.

Tinha sido e continuaria a ser. Uma hora depois do final do encontro restam apenas os jogadores, equipa técnica e alguns adeptos resistentes.

O bar do estádio, esse, continua concorrido, mas os protagonistas são agora outros. Aqueles que estiveram 90 minutos a correr atrás da bola.

A festa prossegue noite dentro pela vila. Jogadores, staff e alguns adeptos do V. Guimarães juntam-se num restaurante onde aproveitam para celebrar. Parece que ganharam todos.

No fundo ganharam. Cada um à sua maneira.

Aí, o Maisfutebol já não esteve presente. Havia uma reportagem para escrever e muitos quilómetros até ao regresso à base.

Foi pena. A noite estava a tornar-se divertida. Perigosamente divertida.

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