Rendas aumentariam 13 vezes mais que em 2022 sem intervenção do governo. O que já se sabe

5 set, 11:31
Mais de 1200 euros por 80m2: rendas em Lisboa e Porto atingem novos máximos

Governo aprova esta segunda-feira à tarde pacote de emergência contra a inflação. Rendas fazem parte do pacote.

O governo vai intervir no aumento das rendas, para atenuar os aumentos que resultem automaticamente da subida da inflação. Se nada fosse feito, e segundo os dados provisórios da inflação de agosto, as rendas com contratos ligados à inflação (que são a regra) aumentariam 5,43% no próximo ano.

Isto significaria uma subida de quase 13 vezes o que elas aumentaram em 2022: este ano, os aumentos foram de 0,43%. Não há aliás comparação recente com este nível de inflação. Em 2021, por exemplo, não houve aumentos de rendas; em 2020, o aumento havia sido de 0,51%; em 2019, de 1,15%.

Com subidas de 5,43%, uma renda atual de 500 euros passaria a custar cerca 527,2 euros em 2023; uma renda de 1000 euros subiria para 1054,3 euros; uma renda de 1250 euros aumentaria quase 68 euros para 1317,9 euros.

Como a CNN Portugal avançou na quinta-feira, em cima da mesa estão dois cenários: ou fixar um teto máximo de aumentos, como fez Espanha (que limitou os aumentos a 2%) ou subsidiar famílias carenciadas para compensar o aumento.

Se a solução portuguesa for idêntica à espanhola, a mesma renda de 500 euros passará para 510 euros; a de 1000 para 1020 euros; a de 1250 euros subirá para 1275 euros. O tema é sensível, porque é uma intervenção num mercado hoje maioritariamente liberalizado e porque proteger inquilinos prejudica senhorios.

As medidas serão fechadas e aprovadas esta segunda-feira à tarde em Conselho de Ministros. Acompanhe na CNN Portugal.

Segundo os dados dos Censos 2021, 70% dos portugueses vivem em casa própria e há 923 mil casa arrendadas. Destas rendas, cerca de 566 mil são inferiores a €200 por mês e cerca de 20 mil pagam mais de €1000.

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