Eleições no Brasil. Da bomba atómica ao "atirar para matar" o crime

27 ago, 21:34
Renan Santos (Allison Sales/NurPhoto via Getty Images) (Photo by Allison Sales/NurPhoto via Getty Images)
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As surpresas deste candidato chegaram na política externa e na defesa

Renan Santos, de 42 anos, candidato à presidência do Brasil pelo partido Missão, voltou a apostar num discurso duro sobre segurança, soberania e combate à corrupção. Numa entrevista marcada por respostas polémicas, defendeu que o país deve preparar-se para desenvolver uma bomba atómica e prometeu uma ofensiva sem tréguas contra as organizações criminosas. 

A meio da conversa, em entrevista à Globo, está quarta-feira, dia 26 de junho, Renan foi questionado sobre a criminalidade e não deixou margem para dúvidas quanto à sua posição. “A polícia tem de atirar para matar”, apontou o candidato para defender ainda uma “guerra contra o crime organizado”, admitindo medidas excecionais em zonas controladas por fações e apontando El Salvador como exemplo.

Na política externa e na defesa, voltou a surpreender ao insistir que o Brasil deve ter capacidade nuclear, argumentando que uma bomba atómica seria uma garantia de soberania. Sobre as promessas eleitorais que considera irrealistas, atacou os adversários, classificando como “estelionatários eleitorais” os candidatos que recusam defender uma nova reforma da Previdência.

Renan Santos prometeu também recuperar, no prazo de um ano, territórios dominados pelo crime e disse estar disposto a confrontar decisões judiciais que considere ilegais.

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