REN aumenta investimento até 2027 para 1.500 a 1.700 milhões de euros

Agência Lusa , AM
13 mai, 10:40
REN

Cerca de 65% do investimento destina-se a eletricidade, 25% ao gás e 10% no internacional

A Redes Energéticas Nacionais (REN) prevê investir entre 1.500 e 1.700 milhões de euros até 2027, mais 70% do que a média anual do ciclo de investimentos anterior, segundo o plano estratégico divulgado esta segunda-feira.

De acordo com a apresentação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), do valor total de investimento previsto para o ciclo 2024-2027, cerca de 65% destina-se a eletricidade, 25% ao gás e 10% no internacional.

A expansão da rede elétrica é uma das prioridades da REN, reconhecendo o seu “papel crítico na transição energética”, com um investimento anual estimado neste segmento de 240 a 280 milhões de euros até 2027, mais 50% do que no plano estratégico anterior (2021-2023).

Aumento remuneração aos acionistas para 16,3 cêntimos por ação em 2027

A REN prevê aumentar a remuneração aos acionistas para 16,3 cêntimos por ação em 2027, face a 15,4 cêntimos pagos este ano, e mantendo o pagamento bianual.

De acordo com o plano estratégico para 2024-2027 enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a REN prevê aumentar o dividendo dos acionistas em 2% ao ano até atingir 16,3 cêntimos por ação.

A REN teve uma política de dividendo fixo em 17,1 cêntimos por ação entre 2013 e 2021 e, entre 2021 e 2023 o dividendo tinha um valor mínimo de 15,4 cêntimos por ação.

O administrador financeiro, Gonçalo Morais Soares, apontou, na apresentação no plano, esta manhã, em Lisboa, que o crescimento da empresa deve também estar presente na remuneração acionista, o que “dá credibilidade ao plano”.

O plano estratégico até 2027 prevê ainda um crescimento do EBITDA de 487 milhões de euros anual, no anterior plano, para 500 a 540 milhões por ano até 2027.

A empresa estima ainda que o seu resultado líquido suba para uma média de 105 a 120 milhões de euros por ano, até ao fim do plano, que comparam com uma média de 110 milhões anuais entre 2021 e 2023, e que a dívida desça até 2.500 milhões de euros até 2027.

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