Governo vai dar mais 18,75€/dia a cada bombeiro que combateu durante "a catástrofe"

CNN Portugal , com Lusa
28 ago 2025, 15:22
Pampilhosa da Serra

Majoração no vencimento diário foi anunciada pela ministra da Administração Interna um dia depois de o Governo ter sido criticado por ter anunciado 45 medidas de combate aos fogos e de apoio a quem sofreu com eles mas sem nenhuma incluir apoios a bombeiros

A ministra da Administração Interna anunciou esta quinta-feira que os bombeiros do Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR) de 2025 que estiveram na linha da frente vão receber uma majoração de 25% no vencimento diário. Na prática, o aumento corresponde a 18,75 euros(dia. Os bombeiros que combateram neste período passam a receber 93,75 euros diários em vez dos 75 euros habituais. 

Caso um bombeiro tenha combatido os fogos durante 10 dias, por exemplo, o aumento corresponde a 187,50 euros no total: de 750 passa para 937,50 euros.

“Por resolução do conselho de ministros, foi decidido que todos os bombeiros que lutaram na linha da frente das áreas mais afetadas durante o período de 26 de julho até 27 de agosto terão uma majoração de 25% no seu vencimento diário, que se prolongará por mais 15 dias”, disse Maria Lúcia Amaral, no concelho da Lousã, distrito de Coimbra.

A governante, que efetuou esta manhã uma visita aos Bombeiros Voluntários de Serpins, salientou ainda o compromisso do Governo de definir o estatuto profissional para os operacionais que têm um contrato de trabalho permanente com as associações humanitárias locais.

Segundo a ministra, que deixou um agradecimento público aos bombeiros portugueses, a definição “rigorosa e justa” do seu estatuto profissional “será uma preocupação do Governo nos meses que se seguirão”.

Após os incêndios que assolaram Portugal em julho e agosto, que consumiram mais de 250 mil hectares de floresta, Maria Lúcia Amaral disse que é tempo de “reconstruir, definir metas, olhar seriamente para os problemas e imediatamente ajudar a reconstruir a vida de quem foi profundamente afetado”.

Aos jornalistas, a governante admitiu que “com esta dimensão de catástrofe” nem tudo correu bem na resposta aos incêndios, mas frisou que agora “é tempo de compreender o que se passou e avaliar”.

A ministra da Administração Interna rejeitou que o sistema de proteção civil tenha entrado em colapso, considerando que “o país respondeu”, embora a análise crítica ao seu funcionamento esteja “em cima da mesa”.

Refira-se que o primeiro-ministro foi confrontado quarta-feira sobre por que motivo não incluiu apoios aos bombeiros em nenhuma das 45 medidas que anunciou contra os fogos e para ajudar quem sofreu com eles.

Relacionados

País

Mais País