Professor da Universidade do Porto demitido por comentários sexistas, racistas e xenófobos 

13 abr, 21:58

Esta decisão só tem efeitos após publicação em Diário da República, o que deverá acontecer durante esta semana

O senado da Universidade do Porto (UP) decretou, há três meses, o despedimento de um professor da Faculdade de Economia depois deste ter feito comentários sexistas, racistas e xenófobos durante as aulas. Uma decisão que mereceu agora luz verde por parte do reitor da universidade. A notícia está a ser avançada pelo jornal Público, que diz que António Sousa Pereira já terá assinado o despacho.

O instrutor do processo disciplinar levado a cabo pela Faculdade de Economia já tinha recomendado como sanção o despedimento de Pedro Cosme da Costa Vieira, votada favoravelmente pelo senado, em janeiro deste ano.

Esta decisão só tem efeitos após publicação em Diário da República, o que deverá acontecer durante esta semana.

Pedro Cosme da Costa Vieira não pode recorrer da decisão da universidade, restando-lhe apenas a possibilidade de apresentar recurso junto do Tribunal do Trabalho. 

Em fevereiro do ano passado, a Universidade do Porto já tinha suspendido este docente, por um período de 90 dias, depois de um grupo de 129 alunos ter denunciado crimes de assédio e discriminação durante as aulas. 

Mas esta não é a primeira vez que o professor em causa está no centro de uma polémica. Em 2015, a Faculdade de Economia anunciou uma investigação a Cosme Vieira por este ter um discurso assumidamente racista. A Procuradoria-Geral da República também ponderou, na altura, abrir um inquérito.

Em outubro do ano passado, o coletivo de estudantes universitários Quarentena Académica, afirmou estarem a ocorrer atos de xenofobia e racismo por parte de alunos e professores nas Faculdades de Engenharia e Letras da Universidade do Porto.

O coletivo explica que recebeu denúncias de estudantes, maioritariamente de nacionalidade brasileira, a respeito de comentários xenófobos e sexistas que estavam a ser publicados nas redes sociais por perfis identificados como pertencendo à Universidade do Porto. O coletivo estudantil revelou ainda que os comentários partem não apenas de alunos, mas também de professores.

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