"Acreditamos ser um homem branco". Polícia do Reino Unido abre investigação a suspeito de homicídio de ex-ministra

CNN Portugal , JAV
10 jul, 16:08
Ann Widdecombe ex-ministra Reino Unido e ex-eurodeputada defensora do Brexit (Jean-Francois Badias/AP)
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Ministra do Interior diz que circunstâncias da morte de Ann Widdecombe, aos 78 anos, são "extremamente angustiantes"

A polícia britânica anunciou esta sexta-feira a abertura de uma investigação por suspeitas de homicídio na sequência da morte de Ann Widdecombe, uma ex-ministra e ex-eurodeputada, de 78 anos, cuja morte foi noticiada esta manhã.

"A nossa investigação de homicídio está nos seus estágios iniciais, mas avança a um ritmo acelerado", afirmou a Polícia de Devon e Cornwall em comunicado citado pelos media britânicos.

"Estamos a mobilizar todos os recursos necessários para descobrir exatamente o que aconteceu e localizar o responsável, que acreditamos ser um homem branco."

Com uma carreira política de décadas, Widdecombe foi ministra do Interior e do Trabalho no governo de John Major, entre 1994 e 1997, antes de ter desempenhado funções de deputada por Maidstone, em Kent, durante 23 anos.

Quando abandonou o parlamento, iniciou uma carreira no mundo do entretenimento, participando no programa Strictly Come Dancing em 2010 e no Celebrity Big Brother em 2018. Também nessa altura, a conservadora trocou o partido a qual esteve filiada durante décadas pra se tornar porta-voz do Reform UK, o partido nacionalista e populista de Nigel Farage.

Grande defensora da saída do Reino Unido da União Europeia, tornou-se então eurodeputada pelo então Partido do Brexit, tendo representado o Reino Unido no Parlamento Europeu entre 2019 e 2020.

Após o anúncio da abertura de uma investigação à morte de Widdecombe, a ministra do Interior, Shabana Mahmood, apelou ao público para "evitar especulações e permitir que a investigação policial prossiga".

Numa publicação na rede social X, Mahmood disse que as circunstâncias da sua morte são "extremamente angustiantes" e adiantou estar "profundamente triste" ao saber da sua morte, acrescentando que os seus "pensamentos estão com a família e os entes queridos de Ann".

A responsável também confirmou que esteve em contacto com o chefe da polícia de Devon e Cornwall e que o Ministério do Interior "está pronto para prestar todo o apoio necessário".

Em comunicado, a polícia adiantou que foi chamada à morada de Widdecombe por volta do meio-dia de quinta-feira (hora local), onde foi encontrada com ferimentos graves e já sem vida.

"Um cordão securitário permanece na propriedade enquanto os especialistas da polícia continuam os exames forenses", adiantaram as autoridades.

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