Ministra da Administração Interna britânica demite-se

CNN Portugal , com Lusa
19 out, 16:53
Suella Braverman, procuradora-geral da Inglaterra (AP Photo/Alastair Grant)

A ministra esteve no cargo durante apenas 43 dias

A ministra do Interior do Reino Unido, Suella Braverman, demitiu-se esta quarta-feira do cargo, avança o jornal The Guardian.  

De acordo com o Guardian, que citou fontes próximas do executivo, a saída de Braverman, de 42 anos, foi resultado de uma decisão do novo ministro das Finanças, Jeremy Hunt.

Grant Shapps, o antigo Secretário de Estado dos Transporte que apoiou fortemente Rishi Sunak na corrida pela liderança conservadora, é visto como o principal candidato para substituir Braverman no governo de Truss.

Braverman explicou que hoje enviou a um deputado um documento oficial do seu endereço pessoal, aceitando que esta foi “uma violação técnica das regras”. 

O documento, acrescentou, era um rascunho de uma declaração escrita sobre política migratória, cujo conteúdo já era conhecido.

Braverman disse que foi ela que deu conta do erro, vincando que a demissão foi voluntária.

Porém, não deixou de lançar 'farpas' a Liz Truss pelos "tempos conturbados” e pela mudança de estratégia económica. 

“Estou preocupada com a direção deste governo. Não só rompemos com promessas chave feitas aos nossos eleitores, mas também tenho graves preocupações sobre o compromisso deste Governo (…) como a redução dos números gerais da imigração”, acusou. 

A notícia foi avançada esta tarde pela imprensa britânica, após a primeira-ministra ter cancelado uma visita a uma fábrica e declarações aos jornalistas.

Com a saída de Braverman, são já dois os ministros de Truss a sair do Governo no espaço de uma semana.

Na sexta-feira, o ex-ministro das Finanças Kwasi Kwarteng disse ter acedido ao pedido para de Truss se demitir, sendo substituído imediatamente por Jeremy Hunt. 

Há menos de dois meses no cargo, Truss tem atualmente o nível de popularidade mais baixo de qualquer primeiro-ministro, com apenas 10% de opiniões favoráveis, segundo um estudo da empresa YouGov.  

Na sondagem mais recente sobre as intenções de voto, realizada pela Redfield & Wilton Strategies, o Partido Trabalhista tem 56% das preferências, contra 20% do Partido Conservador.

 

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