Apelo conjunto à demissão. Grupo de ministros reunidos com Boris Johnson em Downing Street

6 jul, 18:41
Eleições no Reino Unido: Downing Street (Reuters)

Reunião surge após o primeiro-ministro britânico ter assegurado que não abandonava o cargo e conta coma presença dos ministros dos Transportes, Irlanda do Norte, País de Gales e com o substituto do ministro das Finanças

Um grupo de ministros do governo do Reino Unido está reunido com Boris Johnson no interior do número 10 de Downing Street. A BBC está a avançar que a reunião tem por base um apelo à demissão do primeiro-ministro.

Entre a comitiva estão Nadhim Zahawi, que apenas ontem chegou ao governo como substituto do demissionário ministro das Finanças; Grant Shapps, ministro dos Transportes; Brandon Lewis, ministro responsável pela pasta da Irlanda do Norte; Simon Hart, ministro do País de Gales;  e o Lorde Ashton de Hyde, líder da bancada parlamentar dos conservadores.

As demissões dos ministros Sajid Javid e Rishi Sunak, na terça-feira, originaram uma onda de rescisões no parlamento inglês. No total, 36 políticos já se demitiram desde então. Os ministros das Finanças, Sunak, e da Saúde, Javid, do Reino Unido abandonaram os cargos, naquilo que foi uma resposta à mais recente polémica com Boris Johnson. O primeiro-ministro britânico tentou desculpar-se por ter nomeado Chris Pincher, ministro sobre o quem recaíam acusações de conduta sexual imprópria desde 2019.

Contudo, já esta quarta-feira, o primeiro-ministro britânico reiterou que não vai aceder aos pedidos para a sua demissão apresentados por deputados britânicos.

"O trabalho de um primeiro-ministro em circunstâncias difíceis quando lhe foi entregue um mandato colossal é continuar e é isso que vou fazer", afirmou Boris Johnson numa sessão no parlamento, esta quarta-feira.

Numa audição com a Comissão de Ligação, composto por presidentes das diferentes comissões parlamentares, Johnson repetiu a determinação em “continuar”, apesar do número crescente de deputados Conservadores insatisfeitos, revelando ainda que não pretende dissolver o Parlamento nem convocar eleições antecipadas.

Por outro lado, Javid em discurso ao parlamento do Reino Unido lembrou que “em algum momento, temos de concluir que chega”, acrescentando que “o botão de reset só pode ser premido um determinado número de vezes até que nos apercebemos que algo está fundamentalmente errado".

"No último mês dei o beneficio da dúvida uma última vez, mas conclui que o problema começa no topo e acredito que isso não vai mudar”, culminou o agora ex-ministro da Saúde.

 

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