Boris Johnson volta a pedir desculpas pelo caso 'partygate', mas afasta demissão: "Sinto uma obrigação ainda maior de cumprir o meu dever"

12 abr, 18:47
Boris Johnson (AP)

Boris Johnson quis "clarificar" os acontecimentos desse dia num comunicado divulgado pelos media britânicos

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, voltou, esta terça-feira, a fazer um pedido de desculpas ao país depois de ter sido multado pela Polícia Metropolitana de Londres na sequência da violação de regras sanitárias durante o confinamento nacional, num caso que ficou conhecido como 'Partygate'. Contudo, o chefe do executivo britânico diz que não se demite.

A informação foi avançada pelos media britânicos, que citam um comunicado do gabinete de Boris Johnson, no qual o primeiro-ministro britânico revela que já pagou a multa (cujo valor ainda não é conhecido). "Hoje recebi uma notificação de multa da Polícia Metropolitana relativa a um evento em Downing Street, de 19 de junho de 2020. Paguei de imediato a multa e volto a pedir desculpa", começa por dizer no comunicado.

Boris Johnson quis "clarificar" os acontecimentos desse dia: "O meu dia começou pouco depois das 7:00 da manhã e presidi oito reuniões no Número 10 [residência oficial e escritório do primeiro-ministro britânico]. Visitei uma escola em Hemel Hempstead, o que me levou para fora de Downing Street por mais de quatro horas. Entre todos esses compromissos, no dia do meu aniversário, houve uma breve reunião na sala do Gabinete, pouco depois das 14:00, com duração de menos de 10 minutos, durante a qual as pessoas com quem trabalho gentilmente transmitiram seus votos de felicidades."

"Com toda a franqueza, naquele momento não me ocorreu que isso poderia ter sido uma violação das regras. Mas, é claro, a polícia concluiu o contrário e eu respeito totalmente o resultado desta investigação", acrescentou.

Depois do anúncio da Polícia Metropolina, nesta manhã, a oposição não demorou a reagir, pedindo a demissão do primeiro-ministro, defendendo que "os conservadores estão completamente incapazes de governar". Mas Boris Johnson recusa demitir-se, entendendo que tem agora "uma obrigação ainda maior de cumprir as prioridades do povo britânico".

"Eu entendo a raiva que muitos sentirão por eu ter ficado aquém quando se trata de observar as mesmas regras que o governo que eu próprio lidero introduziu para proteger o povo, e aceito com toda a sinceridade que as pessoas tinham o direito de esperar melhor", disse.

"Agora sinto uma obrigação ainda maior de cumprir as prioridades do povo britânico - fortalecer nossa economia, criar empregos e oportunidades, nivelar todo o Reino Unido, e agora, é claro, garantir que Putin falhe na Ucrânia. Vou levar esta tarefa diante com a devida humildade, mas com a máxima determinação de cumprir o meu dever e fazer o que for melhor para o país que sirvo", acrescentou.

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