Boris Johnson arrisca ser investigado pela polícia por violar confinamento

Agência Lusa , RL
11 jan, 11:44

Em causa está uma festa em Downing Street em maio de 2020, em pleno confinamento devido à pandemia de covid-19

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O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, poderá vir a ser investigado devido a uma festa em Downing Street em maio de 2020, em pleno confinamento devido à pandemia de covid-19, após uma nova revelação embaraçosa feita pela comunicação social.

De acordo com a estação ITV, o secretário particular de Boris Johnson, Martin Reynolds, enviou um email para cerca de 100 funcionários em maio de 2020, convidando-os para, "depois de um período incrivelmente atarefado", a "aproveitar o bom tempo” durante umas “bebidas com distanciamento social” nos jardins da residência oficial do chefe do Governo.

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“Juntem-se a nós a partir das 18:00 e tragam as vossas próprias bebidas”, indicava a mensagem então distribuída.

A Polícia Metropolitana confirmou na noite de segunda-feira "estar em contacto" com o Governo sobre este assunto, que pode ser objeto de uma investigação por violação das regras de saúde pública.

Segundo vários meios de comunicação, a festa contou com a presença do líder conservador britânico e da esposa Carrie, e dezenas de outras pessoas, numa altura em que as interações sociais eram fortemente limitadas.

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Em maio de 2020, só era possível encontrar uma pessoa de outro agregado familiar num local público ao ar livre, e com a condição de ficarem a dois metros de distância.

Outras festas polémicas

Esta nova revelação vem somar-se a notícias de outras festas e eventos organizados em dezembro de 2020 por funcionários do Governo britânico que deram origem à abertura de um inquérito interno ao que a imprensa batizou de “partygate".

Enquanto anteriormente o Governo se defendeu, desdramatizando e vincando que as regras tinham sido respeitadas e que os ajuntamentos eram justificados porque se realizaram num local de trabalho, o email agora conhecido refere desta vez, de forma clara, um evento de sociabilização. 

"Posso entender que as pessoas estejam chateadas e irritadas com estas alegações", afirmou hoje o secretário de Estado da Saúde, Ed Argar, à estação SkyNews, que disse que um inquérito interno em curso vai "determinar os factos por trás destas alegações”.

O líder do Partido Trabalhista, a principal força da oposição, Keir Starmer, urgiu o primeiro-ministro a assumir responsabilidades.

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"Boris Johnson, as suas manobras e distrações são absurdas. Não só sabia das festas em Downing Street, como também as frequentava. Pare de mentir ao povo britânico. Está hora de finalmente ser honesto”, afirmou.

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