Estão "em choque": dispensados funcionários que trabalharam durante décadas com o agora rei Carlos III

14 set, 11:25
Rei Carlos III recebido no parlamento britânico pela primeira vez

Receberam a notificação enquanto decorria missa pela rainha. Carlos empregava 101 funcionários enquanto príncipe

Dezenas de funcionários da Clarence House foram avisados de vão ser dispensados, uma vez que o rei Carlos III e a rainha consorte Camilla vão mudar os escritórios para o palácio de Buckingham depois da morte da rainha Isabel II, avança o "Guardian".

Cerca de cem funcionários da residência oficial do rei - entre os quais secretários privados, funcionários do gabinete das finanças, equipa da comunicação e pessoal doméstico, muitos dos quais trabalharam com o rei Carlos III durante décadas - receberam a notificação de despedimento enquanto decorria a missa de ação de graças na Catedral de Santo Egídio, em Edimburgo, na segunda-feira, escreve o Guardian.

As cartas foram enviadas pelo principal assessor do rei, Sir Clive Alderton, à qual o "Guardian" teve acesso. "A mudança de funções para os nossos chefes significará também uma mudança para nossa família. (...) Espera-se, portanto, que a necessidade dos postos principalmente baseados em Clarence House, cujo trabalho apoia essas áreas, não seja mais necessário. Sei que esta será uma notícia inquietante e gostaria de informá-lo sobre o apoio disponível neste momento", lê-se na carta assinada por Alderton.

Uma fonte ouvida pelo jornal revela que todos os funcionários estão "em choque" com a missiva, até porque "toda a equipa tem estado a trabalhar até tarde desde quinta-feira". "As pessoas estão visivelmente abaladas." 

Ao jornal, um porta-voz da Clarence House confirmou que "as operações na casa do ex-príncipe de Gales e da duquesa da Cornualha cessaram e, conforme exigido por lei, começou um processo de consulta". "A nossa equipa tem prestado um serviço longo e leal e, embora algumas demissões sejam inevitáveis, estamos a trabalhar com urgência para identificar funções alternativas para o maior número de funcionários.”

Assim sendo, espera-se ainda que os funcionários dispensados da Clarence House sejam absorvidos nas outras casas da família real ou que recebam ajuda para encontrar um novo emprego, assim como um subsídio de desemprego "superior" ao mínimo legal.

Segundo o Guardian, que cita dados da Clarence House, enquanto Carlos empregava 101 funcionários enquanto príncipe.

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