Marcelo apela a que se apure a verdade sobre acolhimento de refugiados em Setúbal

Agência Lusa
6 mai, 19:43
Marcelo Rebelo de Sousa na ilha de São Jorge (Lusa/Eduardo Costa)

O Presidente da República pronunciou-se sobre os acontecimentos noticiados nos últimos dias sobre o acolhimento de refugiados ucranianos por pró-russos em Portugal

O Presidente da República pediu, esta sexta-feira, que se apure a verdade sobre os incidentes, afirmando que os portugueses “gostarão de saber aquilo que se passou”. 

Faz parte da vida democrática haver o apuramento da verdade e o acesso dos cidadãos à verdade e, portanto, na medida em que se puder apurar a verdade, que se apure: como foi no passado, como é no presente, o que é que isso significa”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa em declarações aos jornalistas à saída do VII Congresso Nacional da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE), que decorre hoje e sábado na Universidade Católica, em Lisboa. 

O chefe de Estado disse que defendeu, “desde a primeira hora, que devia ser tudo investigado” no que se refere ao acolhimento de refugiados ucranianos, de forma a perceber se o acolhimento por cidadãos russos se passou “com um município, com vários municípios, com uma associação, com várias associações, com uma pessoa, com várias pessoas”. 

“Eu acho que os portugueses é que gostarão de saber aquilo que se passou, aquilo que se passa, uma vez investigado, para poderem conhecer, tanto quanto a verdade é possível descobrir toda, aquilo que é verdade sobre esta matéria”, frisou. 

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que há órgãos políticos e judiciais “para poderem acompanhar e para apurar a verdade” sobre a matéria, salientando que, “no âmbito das suas competências, o deverão fazer”. 

“Os políticos acompanham tudo o que se passa na sociedade, para poderem transmitir aos cidadãos, com transparência, o que podem apurar, que se passou ou está a passar. Os judiciais intervêm quando há matéria, nomeadamente criminal, que justifica a sua competência. São planos completamente diferentes”, frisou. 

Questionado se considera que seria importante o presidente da Câmara Municipal de Setúbal ser ouvido no Parlamento, poucos minutos depois de o PS ter chumbado uma audição parlamentar ao autarca, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: “Eu agora não vou comentar posições ou decisões do Parlamento”. 

Interrogado se já houve alguma avaliação que indique que situações como a da câmara de Setúbal – onde refugiados ucranianos foram acolhidos por cidadãos russos – também tiveram lugar noutras autarquias, o Presidente sublinhou que acha que “é esse o apuramento que é preciso fazer”. 

Quanto a eventuais responsabilidades políticas sobre o caso, Marcelo considerou que, primeiro, é preciso “apurar o que se passou”, uma vez que todos os dias se descobrem “novas realidades dentro da realidade, e depois formular um juízo sobre aquilo que se apurou”. 

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